sábado, junho 27
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Política

Flávio Bolsonaro busca vice mulher para recompor campanha após crise com Michelle

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Pré-candidato do PL não anunciou nome nem prazo para definir a composição da chapa.
  • Michelle divulgou vídeos com acusações de desrespeito e humilhação por telefone.
  • Flávio citou a chapa em Goiás para defender presença feminina em disputas majoritárias.
  • Escolha da vice ganhou peso na tentativa de melhorar a relação com o eleitorado feminino.
  • Valdemar Costa Neto tenta conter o desgaste interno no PL antes da eleição de 2026.

Três dias após vídeos de Michelle Bolsonaro exporem publicamente um racha na família, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sinalizou neste sábado (27) que quer uma mulher como vice na chapa presidencial. Em evento em Goiânia, o pré-candidato citou como referência a composição lançada pelo partido em Goiás e disse esperar encontrar um nome com perfil semelhante para disputar a Presidência ao seu lado.

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“Eu peço a Deus, Ana, que eu também tenha o privilégio de ter uma vice tão qualificada como você”, disse Flávio, em referência a Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende e indicada para vice na chapa de Wilder Morais (PL) ao governo de Goiás. A declaração foi feita durante o lançamento da pré-candidatura de Morais, na capital goiana.

A sinalização ocorre no rastro da crise instalada na quarta-feira (24), quando Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, divulgou vídeos em que acusa Flávio de desrespeito e humilhação por telefone. Neste sábado, o senador tentou reduzir o impacto político do desentendimento e afirmou que o episódio é “página virada” para ele.

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Nomes em discussão e calendário apertado

O nome da candidata a vice ainda não está definido, mas aliados de Flávio indicam que o anúncio deve sair nas próximas duas semanas. Entre os nomes cotados no partido estão as deputadas federais Julia Zanatta (PL-SC), hoje candidata à reeleição, e Bia Kicis (PL-DF), pré-candidata ao Senado. A escolha ganhou peso político adicional depois que o atrito com Michelle passou a ameaçar a relação da campanha com o eleitorado feminino e evangélico — bases estratégicas para o PL.

Michelle comanda a estrutura feminina do partido, o que torna a escolha de uma vice mulher não apenas uma questão de representatividade, mas um movimento de recomposição diante de um desgaste que se tornou público. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tem trabalhado para conter a crise internamente e reafirmou que Flávio foi escolhido pelo próprio Jair Bolsonaro como pré-candidato — tentativa de blindar a chapa diante do racha familiar.

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Estratégia segue sem chapa fechada

Ainda que a direção política esteja dada — uma mulher na vice —, a campanha de Flávio mantém em aberto questões centrais. Sem nome oficial, o partido ainda não definiu como vai equilibrar o peso do PL Mulher, as lideranças estaduais e a tentativa de recompor a imagem do pré-candidato após o atrito com Michelle. A referência a Ana Paula Rezende em Goiás serve para associar a escolha a uma estratégia já testada em outra disputa, mas a chapa presidencial depende de negociação interna e anúncio formal.

O próximo passo será a definição oficial do nome pelo PL, com o desenho completo da chapa. Até lá, a sinalização de Flávio funciona como um giro estratégico para tentar transformar a crise familiar em oportunidade de reforço eleitoral junto ao público feminino.


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