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Economia

Mercado imobiliário mira data centers diante de R$ 2 tri em tecnologia

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Estimativa da Brasscom inclui tecnologia digital em geral, não apenas data centers.
  • Brasil reúne 48% da capacidade instalada do setor na América Latina, segundo a JLL.
  • Terrenos, galpões, energia e conectividade viram ativos centrais na disputa por infraestrutura.
  • Fundos e bancos como Goldman Sachs, BTG, Pátria e General Atlantic miram o segmento.

O mercado imobiliário brasileiro volta-se para data centers impulsionado pela projeção de R$ 2 trilhões em investimentos em tecnologias digitais no país até 2029. A estimativa, da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), abrange o conjunto do investimento digital — não apenas data centers —, mas reflete a escala de uma transformação que já coloca galpões, terrenos e conectividade no centro da disputa por infraestrutura.

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A consultoria JLL aponta que o Brasil concentra 48% da capacidade instalada de data centers na América Latina. A posição privilegiada atrai megainvestidores estrangeiros e nacionais: Goldman Sachs, BTG Pactual, Pátria Investimentos e General Atlantic figuram entre os nomes que se posicionam no segmento, num movimento que aproxima tecnologia, fundos e ativos imobiliários.

Ativo imobiliário com regras próprias

A demanda por processamento de dados, serviços de nuvem e inteligência artificial elevou a necessidade de estruturas físicas capazes de abrigar servidores, operar com alta disponibilidade e consumir energia de forma contínua. O data center tornou-se um ativo imobiliário distinto de escritórios e galpões tradicionais: o valor do imóvel passa a depender de fornecimento elétrico robusto, conexão de rede, segurança operacional e escala para expansão.

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Globalmente, a construção de data centers deve exigir cerca de US$ 7 trilhões em investimentos até 2030, segundo estimativa da McKinsey, com a maior parte voltada para inteligência artificial. A Blackstone, por exemplo, planeja US$ 30 bilhões em data centers de IA no Japão — sinal de que o avanço da tecnologia está reorganizando carteiras imobiliárias em escala mundial.

Digitalização amplifica pressão por infraestrutura

No Brasil, a digitalização de outros setores intensifica a demanda por processamento e armazenamento. Bancos preveem R$ 50,4 bilhões em tecnologia para 2026, com prioridade para cibersegurança — outro vetor que alimenta a necessidade de data centers e, por extensão, de imóveis especializados.

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O efeito mais imediato para o mercado é a disputa por áreas com rede elétrica e conectividade adequadas. A distribuição geográfica dos projetos, os incentivos regulatórios e a preparação da infraestrutura elétrica definirão onde o investimento imobiliário se converte em obras concretas.


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