A Confederação Brasileira de Futebol enviou nesta sexta-feira (26) uma reclamação formal à Fifa contra a decisão que anulou o gol de Vini Jr. na partida contra a Escócia e pediu que o árbitro mexicano César Arturo Ramos Palazuelos não seja escalado para jogos do Brasil na sequência da Copa do Mundo.
O documento contesta tanto a marcação de campo quanto a intervenção do VAR que invalidou o lance na quarta-feira (24). A CBF argumenta que Ramos acumula histórico de polêmicas com a Seleção e que sua permanência no quadro de arbitragem pode comprometer a equidade das partidas brasileiras no torneio.
O pedido amplia a pressão sobre a Fifa, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre a queixa. A entidade terá de decidir se mantém Ramos nas escalas da Copa e se aceita o pedido brasileiro de afastá-lo de jogos da Seleção.
Histórico de atritos pesa no pedido
Ramos integra o quadro de árbitros da Fifa desde 2014 e apitou a final do Mundial de Clubes de 2017. No ano seguinte, durante a Copa do Mundo de 2018, a CBF já havia registrado reclamações contra o mexicano. Em 2022, ele voltou a ser alvo de protestos após uma semifinal polêmica do Mundial — episódios citados na repercussão da anulação do gol de Vini Jr.
A queixa atual não se limita ao lance isolado contra a Escócia. A CBF usa a sequência de atritos para sustentar o pedido de afastamento, argumentando que o histórico de decisões contestáveis enfraquece a confiança da Seleção na arbitragem da Copa.
Fifa decide próximas escalas
A partir de agora, a bola está com a Fifa. A entidade precisa responder ao documento, manter ou alterar as escalas de Ramos e definir se o árbitro poderá atuar em novos jogos do Brasil. Até lá, o impacto da reclamação brasileira se restringe à pressão institucional sobre a arbitragem do torneio.









