O Banco Central do México (Banxico) manteve a taxa básica de juros em 6,50% ao ano nesta quinta-feira (25), em decisão unânime do conselho de cinco membros. O patamar é o menor em quatro anos e encerra um ciclo de flexibilização que durou quase dois anos, marcado por cortes graduais — o último deles, de 25 pontos-base, ocorreu em 7 de maio.
A decisão estava alinhada com o consenso do mercado. Todos os 30 economistas consultados pela Bloomberg projetavam a manutenção da taxa. No comunicado que acompanhou o anúncio, a Junta de Governo indicou que deve manter o juro estável por mais tempo.
Inflação recua, mas riscos seguem para cima
A autoridade monetária destacou o recuo da inflação desde a última reunião, mas ressaltou que os riscos de alta nos preços permanecem inclinados para cima. O cenário reflete a pressão sobre economias emergentes expostas a choques externos — sobretudo flutuações no preço de energia e commodities, que têm afetado a trajetória inflacionária global.
“À frente, a Junta de Governo estima que será apropriado manter a taxa de referência em seu nível atual”, escreveram os membros do colegiado no comunicado. A frase sinaliza uma pausa prolongada, diferente do ritmo de cortes observado nos meses anteriores.
Mercado acompanha próximo passo do Banxico
Para investidores e empresas expostos a mercados emergentes, a manutenção indica que o México prefere aguardar sinais mais claros de convergência da inflação antes de retomar a flexibilização. A atividade econômica do país registrou contração recente, o que aumenta o desafio do banco central: equilibrar o estímulo ao crescimento sem abrir mão do controle de preços.
O próximo passo do Banxico dependerá das publicações oficiais sobre inflação e atividade econômica. Se os preços voltarem a acelerar, a autoridade poderá indicar uma pausa ainda mais longa; se a inflação ceder de forma consistente, a janela para novos cortes se reabre. Até lá, o juro de 6,50% permanece como termômetro da confiança do México no controle inflacionário.










