A União Europeia anunciou um pacote de 266 milhões de euros (cerca de R$ 1,5 bilhão) para quatro projetos de infraestrutura no Brasil, com foco nas regiões Norte e Nordeste. O anúncio foi feito nesta terça-feira (23/6) pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Josef Sikela, durante o II Fórum de Investimentos UE-Brasil, em Brasília.
Os projetos abrangem quatro frentes: infraestrutura, fontes limpas de energia, conectividade e liderança. O maior investimento destina-se à extensão de um cabo de fibra óptica que já liga Fortaleza a Portugal, agora expandido para os estados do Pará e Maranhão — com 260,8 milhões de euros alocados.
O pacote inclui ainda um acordo de cooperação em hidrogênio renovável, com 3 milhões de euros da União Europeia e 500 mil euros do governo alemão; conectividade 4G para comunidades amazônicas, com 15 milhões de euros; e apoio a organizações de mulheres e jovens indígenas, com 777 mil euros.
Na divisão territorial divulgada, Pará e Maranhão concentram o eixo de conectividade, enquanto Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima são contemplados nas ações de caráter social e digital. Os projetos priorizam regiões de menor densidade de infraestrutura no país.
Estratégia Global Gateway
O pacote faz parte da estratégia Global Gateway, da União Europeia, voltada a investimentos em conectividade digital e transição energética fora do bloco europeu. A iniciativa combina cooperação bilateral e agenda de desenvolvimento regional, com prioridade para áreas historicamente subatendidas.
Da assinatura à obra
A conversão do anúncio em obras concretas depende agora da publicação dos termos de implementação — incluindo contrapartida nacional, lista de parceiros brasileiros, governança de fiscalização e instrumentos de pagamento. O governo alemão figura como cofinanciador apenas no eixo de hidrogênio; as demais frentes dependem de acordos complementares.
Ficam pendentes ainda a definição de cronograma, metas de entrega e critérios de seleção de executores. O impacto real — aumento de conectividade e acesso a energia limpa no Norte e Nordeste — só se materializará com a assinatura dos contratos, etapa que deve ocorrer nos próximos meses.











