quarta-feira, junho 24
Publicidade
Brasil

Golpe do falso advogado soma 1.520 denúncias em SP e usa dados reais de processos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A OAB-SP atribui a contagem a relatos recebidos desde o início de 2026 em São Paulo.
  • Criminosos simulam escritórios e pedem pagamentos para liberar acordos ou indenizações.
  • O contato costuma ocorrer por aplicativos de mensagem, sem necessidade de encontro presencial.
  • Não há base pública que detalhe a metodologia das denúncias ou permita comparar recortes.
  • Vítimas devem guardar conversas, avisar o banco e registrar boletim de ocorrência.

Mais de 1.520 denúncias de golpe do falso advogado foram registradas desde o início de 2026 em São Paulo. Criminosos usam dados reais de processos judiciais para convencer vítimas a pagar taxas inexistentes e liberar valores, acordos ou indenizações que nunca chegam.

Publicidade

A fraude não depende de presença física: o contato costuma ocorrer por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp. Criminosos se passam por advogados, escritórios ou representantes ligados à causa da vítima e usam detalhes verdadeiros do processo — número, partes envolvidas, fase atual — para dar aparência de legitimidade à cobrança.

Dados reais dão aparência de cobrança legítima

As informações usadas pelos golpistas podem vir de processos públicos, disponíveis para consulta em tribunais. A vítima recebe uma mensagem com dados corretos do seu processo e é induzida a pagar uma taxa, supostamente necessária para liberar valores retidos, formalizar acordo ou receber indenização. A urgência e a precisão das informações aumentam a credibilidade da abordagem e reduzem a desconfiança.

Publicidade

Em um caso registrado em junho, um caminhoneiro perdeu R$ 45 mil após receber contato de falsos advogados que usaram dados de uma ação judicial real para cobrar taxas de liberação. O prejuízo individual ilustra o potencial de dano da fraude, que atinge cidadãos em situação de vulnerabilidade — pessoas que aguardam decisões judiciais ou têm causas em andamento.

Para o leitor, o sinal de alerta está na combinação entre urgência, cobrança inesperada e pedido de pagamento fora do canal habitual. Contatos sobre processo judicial devem ser conferidos diretamente com o advogado já contratado, por telefone conhecido, e não pelo número que enviou a mensagem.

Publicidade

Vítima deve preservar provas e registrar ocorrência

O Ministério da Justiça e Segurança Pública orienta vítimas de fraudes a reunir comprovantes, capturas de tela, dados das contas usadas no pagamento e números de telefone envolvidos. Essas informações ajudam no bloqueio de valores e na investigação policial.

Quem pagou deve avisar imediatamente o banco ou a instituição de pagamento e solicitar os procedimentos de contestação disponíveis. A comunicação rápida não garante recuperação do dinheiro, mas pode reduzir o tempo de circulação dos valores entre contas usadas por fraudadores.

O registro de boletim de ocorrência deve ser feito com a maior quantidade possível de dados verificáveis. Em São Paulo, a Polícia Civil é o órgão responsável por apurar crimes dessa natureza. A vítima deve evitar negociar novos pagamentos com o contato suspeito e confirmar qualquer cobrança processual com seu advogado por canal já conhecido antes de transferir dinheiro.


Publicidade