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Economia

Blackstone planeja US$ 30 bi em data centers de IA no Japão, diz presidente

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A gestora não informou capacidade em megawatts nem cronograma de implantação dos projetos.
  • A aposta reforça a disputa global por energia, chips e infraestrutura de nuvem.
  • O Japão aparece como mercado estratégico na expansão asiática da Blackstone.
  • Para empresas brasileiras, impacto pode vir em preço e oferta de serviços de nuvem.

A Blackstone planeja investir US$ 30 bilhões em data centers de inteligência artificial no Japão nos próximos três a cinco anos, afirmou Jonathan Gray, presidente e diretor de operações da gestora, em entrevista ao Nikkei Asia. O valor coloca a infraestrutura de IA no centro da estratégia asiática da empresa e reforça a corrida global por capacidade computacional.

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Gray defendeu a aposta ao avaliar que o risco de não construir recursos computacionais suficientes supera as preocupações com uma bolha de inteligência artificial. Embora a Nvidia domine hoje o mercado de chips de IA, o executivo sinalizou que a concorrência deve crescer: “acreditamos que haverá mais de um concorrente”, disse Gray, cuja avaliação importa porque o custo dos aceleradores é uma das variáveis centrais para projetos de computação em larga escala.

Do 500 MW ao gigawatt

A Blackstone já opera data centers no Japão com capacidade combinada superior a 500 megawatts. Agora, a gestora negocia o desenvolvimento de instalações com capacidade superior a 1 gigawatt — equivalente à potência de um reator nuclear. O salto dimensiona a ambição da empresa em um mercado onde a disputa por energia, terrenos e chips especializados se intensifica.

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Data centers de IA exigem grande volume de capital antes de gerar receita: terrenos, construção, refrigeração, conexão elétrica e servidores equipados com aceleradores de alto custo. O aporte de US$ 30 bilhões reflete essa escala e posiciona a Blackstone entre os maiores investidores privados em infraestrutura digital do mundo.

Corrida global por infraestrutura

O anúncio se soma a uma onda mais ampla de capital direcionado à infraestrutura de IA. A Alphabet captou US$ 80 bilhões em ações para bancar sua própria corrida na área, e gestoras do setor já alertam sobre o risco de excesso de capacidade diante do volume de recursos fluindo para o segmento. Para Kipp deVeer, copresidente da Ares Management, “quando tanta capacidade entra em operação, parte dela, no final das contas, acaba sendo marginal”.

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Para o Brasil, o efeito prático da expansão depende de contratos de nuvem, oferta regional de capacidade e decisões dos provedores que operam no país. O investimento da Blackstone no Japão reforça a tendência de concentração de capacidade computacional em poucos mercados globais — o que pode elevar custos e reduzir disponibilidade de serviços em regiões fora do eixo principal.


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