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Economia

MRV&Co fecha acordo para vender ativos da Resia no Texas por US$ 139 milhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A transação inclui depósito não recuperável de US$ 12 milhões, equivalente a 8,6% do valor acordado.
  • A liquidação está prevista para julho de 2026, sujeita a condições ainda não detalhadas pela companhia.
  • A venda deve reduzir a dívida líquida consolidada em US$ 87 milhões e minoritários em US$ 46 milhões.
  • Os ativos representam 17,4% da meta da Resia de alienar US$ 800 milhões até o fim de 2026.
  • A empresa não informou o comprador nem as condições precedentes para concluir a operação.

A MRV&Co fechou acordo para vender os empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Texas, por US$ 139 milhões. Os ativos pertencem à Resia, subsidiária da companhia nos Estados Unidos, e integram o plano de redução da exposição do grupo ao mercado americano.

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A transação prevê um depósito não reembolsável de US$ 12 milhões, equivalente a 8,6% do valor total, e tem liquidação prevista para julho de 2026. Pela conversão usada na divulgação da operação, o negócio corresponde a cerca de R$ 716 milhões.

O efeito mais imediato para a companhia deve aparecer no balanço: a venda reduz a dívida líquida consolidada em US$ 87 milhões, ou aproximadamente R$ 448 milhões, e diminui em US$ 46 milhões, cerca de R$ 237 milhões, as participações de minoritários. A MRV&Co não identificou o comprador.

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Operação avança plano de venda de ativos da Resia

Os dois empreendimentos representam 17,4% da meta de alienações da Resia para 2026. A subsidiária americana trabalha com um plano de vender US$ 800 milhões em ativos até o fim do ano, em meio ao esforço da controladora para liberar capital, reduzir alavancagem e reorganizar sua presença nos Estados Unidos.

A Resia se tornou um dos pontos de pressão no balanço da MRV&Co. A operação americana aparece no histórico recente da companhia com dívida líquida de US$ 695 milhões e prejuízo superior a R$ 1 bilhão em 2025. O contraste com o negócio brasileiro ajuda a explicar a prioridade dada à venda de ativos fora do país.

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No Brasil, a MRV Incorporação registrou lucro líquido ajustado de R$ 611 milhões em 2025, ante R$ 274 milhões no ano anterior, avanço de 123%. A companhia também reportou geração de caixa de R$ 387 milhões no primeiro trimestre de 2026, enquanto preparava o negócio para novas regras do Minha Casa, Minha Vida.

Venda melhora alavancagem, mas traz baixa contábil

A redução de dívida vem acompanhada de uma perda contábil de 26% em relação ao valor patrimonial dos empreendimentos. Na prática, a MRV&Co aceita vender os ativos abaixo do valor registrado no balanço para acelerar a desalavancagem da operação americana.

A redução estimada de US$ 87 milhões na dívida líquida equivale a 62,6% do valor de venda. Esse é o ponto central para investidores: a companhia troca ativos imobiliários nos Estados Unidos por caixa e menor endividamento, mas reconhece o custo de sair das posições com desconto contábil.

O acordo também reforça a mudança de prioridade da MRV&Co. Depois de expandir a Resia como plataforma de construção e locação residencial nos Estados Unidos, o grupo passou a buscar vendas seletivas de ativos para reduzir a necessidade de capital no exterior e concentrar esforços nas operações com maior previsibilidade de caixa.

Conclusão depende da liquidação em julho

A operação ainda depende da liquidação prevista para julho de 2026. Se concluída nos termos anunciados, a venda entra no conjunto de medidas da MRV&Co para diminuir a pressão da Resia sobre o balanço consolidado e dar mais fôlego financeiro ao grupo.


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