segunda-feira, junho 22
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Brasil

François Englert, Nobel ligado ao bóson de Higgs, morre aos 93 anos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Ele dividiu o Nobel de Física de 2013 com Peter Higgs pelo trabalho teórico sobre a origem da massa.
  • O mecanismo ajudou a explicar como partículas elementares podem adquirir massa na física de partículas.
  • A observação de uma partícula compatível com o bóson de Higgs foi anunciada pelo CERN em 2012.
  • Não havia, até a publicação, confirmação oficial sobre local e causa da morte.
  • O apelido partícula de Deus não é uma definição técnica usada pela área.

O físico belga François Englert, vencedor do Nobel de Física de 2013 por sua contribuição ao mecanismo de Higgs, morreu aos 93 anos, conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (22). A causa e o local da morte não foram informados.

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Englert entrou para a história da ciência por ajudar a construir uma das ideias centrais da física moderna: a explicação de como partículas elementares podem adquirir massa. O trabalho teórico, desenvolvido antes de qualquer confirmação experimental, tornou-se peça essencial do chamado Modelo Padrão, a estrutura que descreve as partículas fundamentais e as forças que atuam entre elas.

O Nobel de Física de 2013 foi concedido conjuntamente a Englert e ao britânico Peter W. Higgs. A Academia reconheceu a formulação teórica de um mecanismo que ajuda a explicar a origem da massa das partículas subatômicas — um avanço confirmado décadas depois por experimentos no Grande Colisor de Hádrons, no CERN.

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Por que o mecanismo de Higgs mudou a física

A pergunta que estava no centro do problema parecia simples, mas era profunda: por que algumas partículas têm massa e outras não? O mecanismo associado a Englert e Higgs ofereceu uma resposta teórica para essa questão, ao descrever um campo presente no universo com o qual certas partículas interagem. É dessa interação que surge a massa.

Durante anos, a hipótese permaneceu no terreno da teoria. A virada ocorreu em 4 de julho de 2012, quando o CERN anunciou que os experimentos ATLAS e CMS haviam observado uma nova partícula compatível com o bóson de Higgs. A descoberta foi um dos marcos científicos do século e abriu caminho para o Nobel concedido no ano seguinte.

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O bóson de Higgs ficou conhecido fora dos laboratórios pelo apelido de “partícula de Deus”, expressão popular que ajudou a tornar o tema famoso, mas não traduz com precisão o significado científico da descoberta. Englert não “descobriu” sozinho a partícula, nem sua importância se resume ao apelido: sua contribuição está na base teórica que tornou possível prever e procurar esse fenômeno.

Um nome ligado à arquitetura do Modelo Padrão

Nascido em 6 de novembro de 1932, Englert pertenceu a uma geração de físicos que reorganizou a compreensão da matéria em escala fundamental. Sua obra ajudou a conectar matemática, teoria quântica e experimentos de alta energia em uma explicação capaz de ser testada em aceleradores de partículas.

A confirmação experimental no CERN não apenas validou uma previsão teórica de décadas. Ela também consolidou a ideia de que a pesquisa básica, muitas vezes distante de aplicações imediatas, pode redefinir a forma como a humanidade entende a estrutura do universo.

Com a morte de Englert, a física perde um dos nomes associados à construção dessa arquitetura intelectual. Seu legado permanece no mecanismo que leva seu campo de pesquisa ao centro das aulas, dos laboratórios e das discussões sobre o que dá massa à matéria.


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