quinta-feira, junho 18
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Segurança, Sociedade e Bem-Estar

Menino de 11 anos morre após comer bolo envenenado; agrotóxico e sedativo foram encontrados em seu organismo

· 3 min de leitura · Por Andrey Moral

Pontos-chave

  • Menino de 11 anos morreu após 11 dias internado em hospital de Nova Iguaçu.
  • Laudo detectou chumbinho, sedativo e anestésico no organismo da criança.
  • Polícia ouviu pai, madrasta, mãe e padrasto para apurar envenenamento.

Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morreu após passar 11 dias internado depois de comer um pedaço de bolo que a família suspeita ter sido envenenado. Caso ocorreu no Rio de Janeiro.

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Exames realizados pelo Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP) detectaram no organismo da criança a presença de lidocaína, um anestésico local, midazolam, medicamento de efeito sedativo, e terbufós-sulfóxido, substância conhecida popularmente como chumbinho.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que assumiu as investigações, ouviu nesta sexta-feira quatro pessoas próximas ao menino: o pai, a madrasta, a mãe e o padrasto. Os depoimentos fazem parte do esforço para reconstruir os últimos dias de vida de Arthur e esclarecer como as substâncias chegaram ao organismo dele.

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De acordo com a a Secretaria estadual de Saúde, Arthur estava internado desde o dia 1º. Em nota, a pasta lamentou a morte e informou que se solidariza com os familiares. Arthur morava com o pai e a madrasta desde março deste ano. Antes disso, o menino havia passado um período na casa do pai entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano, durante as férias escolares, retornando depois para a residência da mãe.

Segundo a versão apresentada pela defesa do pai, a própria mãe teria procurado Ademir para pedir que o filho voltasse a morar com ele porque o convívio na residência dela não estaria funcionando bem. Desde então, Arthur permaneceu na casa do pai, mantendo visitas à mãe nos fins de semana. No último fim de semana com a mãe, o plano inicial era que retornasse para a casa do pai no domingo, mas, como haveria uma reunião escolar na segunda-feira, a mãe o levou diretamente para a escola. Após as aulas, Arthur seguiu de ônibus para a casa do pai.

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ao chegar em casa Arthur teria contado ao pai que o padrasto havia dito que deixaria sua mãe caso ele voltasse a morar com ela. Ademir teria orientado o filho a não se preocupar com a situação.

Pouco depois, enquanto o pai saiu para buscar a enteada no reforço escolar, a madrasta teria mexido na mochila do menino e encontrado um pedaço de bolo de chocolate. De acordo com a defesa, o alimento chamou atenção porque estava guardado sem recipiente, entre roupas dobradas. A madrasta teria telefonado para o marido avisando sobre o bolo.

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Ao chegar em casa Arthur teria contado ao pai que o padrasto havia dito que deixaria sua mãe caso ele voltasse a morar com ela. Ademir teria orientado o filho a não se preocupar com a situação.

Tempo depois, enquanto o pai saiu para buscar a enteada no reforço escolar, a madrasta teria mexido na mochila do menino e encontrado um pedaço de bolo de chocolate. De acordo com a defesa, o alimento chamou atenção porque estava guardado sem recipiente, entre roupas dobradas. A madrasta teria telefonado para o marido avisando sobre o bolo.

Após algumas horas, por volta das 23h, o menino começou a apresentar os primeiros sintomas. Conforme a versão do pai, ele passou a vomitar, teve episódios de diarreia e começou a demonstrar confusão mental, falando frases sem sentido. Arthur foi levado para atendimento médico e acabou transferido para uma unidade de maior complexidade, onde permaneceu internado até sua morte.