Ratinho levou ao Supremo Tribunal Federal uma interpelação contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para que ela explique declarações publicadas nas redes sociais que associaram o apresentador a trabalho escravo e citaram um suposto crime sexual envolvendo um de seus filhos.
No pedido, o apresentador quer que a parlamentar esclareça o alcance das afirmações feitas no X. A publicação atribuída a Erika dizia que Ratinho “submetia pessoas à escravidão em suas fazendas no Paraná” e mencionava um “escândalo envolvendo o seu filho e o crime de estupro de vulnerável”.
A medida tem caráter preparatório: a interpelação judicial costuma ser usada para pedir explicações formais antes de uma eventual ação por crimes contra a honra, como injúria, calúnia ou difamação. Ratinho também questiona, entre outros pontos, a qual filho a deputada se referia ao tratar do suposto crime.
Conflito começou após fala sobre comissão da Mulher
A disputa entre os dois ganhou força em março, depois que Ratinho criticou, em seu programa, a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. A deputada reagiu com medidas judiciais e pediu a prisão do apresentador, além de indenização de R$ 10 milhões.
Na ocasião, Erika acusou Ratinho de falas ofensivas e discriminatórias. O apresentador, por sua vez, afirmou que não ficaria em silêncio diante da reação da parlamentar. Desde então, o embate saiu do campo político e televisivo e passou a se concentrar também nos tribunais.
Por que o caso foi parar no Supremo
A interpelação havia sido apresentada inicialmente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Em maio, o juiz Omar Dantas Lima declinou da competência por entender que, por se tratar de deputada federal, Erika Hilton tem foro no STF em procedimentos relacionados ao mandato.
Com a remessa ao Supremo, caberá ao tribunal avaliar o pedido de intimação para que a deputada preste esclarecimentos. Se o pedido avançar, as respostas poderão embasar uma nova ação judicial do apresentador contra a parlamentar.
As afirmações sobre trabalho escravo e sobre o suposto crime envolvendo familiar de Ratinho são tratadas no processo como alegações em disputa. O ponto central agora é saber se o STF mandará Erika Hilton explicar formalmente o que quis dizer na publicação.











