segunda-feira, junho 15
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Brasil

Instrutores presos por morte em salto dizem não saber quem deveria checar corda de segurança

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Maria Eduarda morreu ao cair de uma ponte de cerca de 40 metros no interior de São Paulo.
  • Polícia investiga quem era responsável por conferir a corda de segurança antes do salto.
  • Três funcionários foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.
  • Delegada afirma que a operação era informal e cobrava R$ 180 por participante.

Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, disseram à Polícia Civil que não se lembram de quem fez — ou deveria fazer — a checagem final antes do salto em que a jovem foi lançada de uma ponte sem estar presa à corda de segurança.

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Os depoimentos colocam a conferência do equipamento no centro do inquérito. Maria Eduarda morreu no sábado (13), na zona rural entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, após cair de uma altura aproximada de 40 metros durante uma prática de rope jump conhecida como “aviãozinho”.

Nessa modalidade, a pessoa é lançada da ponte e fica sustentada pela corda, que é o item essencial para impedir a queda livre. No caso investigado, a falha ocorreu antes do salto: a vítima foi arremessada sem o equipamento que deveria segurá-la.

Os três funcionários foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, enquadramento usado quando a investigação aponta que o suspeito assumiu o risco do resultado. Nesta segunda-feira (15), a prisão preventiva foi decretada, o que mantém os investigados presos enquanto a Polícia Civil conclui as diligências.

Depoimentos não explicam a falha no salto

Nos relatos prestados à polícia, os instrutores afirmaram não saber explicar por que Maria Eduarda foi lançada sem a corda. Também disseram não recordar quem havia ficado responsável pela conferência final do equipamento antes da execução do salto.

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Um dos presos foi identificado como Luis Felipe Feliciano Egoroff. Os nomes completos dos outros dois não foram informados oficialmente. A Polícia Civil trata a definição das funções de cada um como ponto decisivo para individualizar responsabilidades no inquérito.

A delegada Andréa Dantas Levy, da Polícia Civil de Limeira, afirmou que os responsáveis pela atividade atuavam com marcas informais, entre elas “Ih voei” e “Entre cordas”. O salto custava R$ 180, segundo as informações reunidas na investigação.

Grupo não tinha empresa formal, diz polícia

A Ponte do Esqueleto é conhecida na região pela prática de esportes radicais. No caso de Maria Eduarda, a atividade era oferecida sem empresa formalmente registrada para a operação, de acordo com a Polícia Civil de Limeira.

A ausência de uma pessoa jurídica identificada amplia o peso da investigação sobre quem organizava os saltos, quem cobrava pelos serviços e quem respondia pela segurança dos participantes. A polícia também apura como era feita a divisão de tarefas no momento anterior ao lançamento.

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Maria Eduarda era formada em Educação Física. Ela chegou ao local por volta das 8h de sábado e foi lançada cerca de meia hora depois. Às 9h, os três instrutores já haviam sido presos em flagrante.

Câmera desaparecida entra na investigação

Além dos depoimentos, a Polícia Civil apura o desaparecimento de uma câmera relacionada ao salto. O equipamento pode ajudar a reconstituir a sequência de procedimentos antes do lançamento e mostrar se houve alguma conferência visível da corda e dos demais itens de segurança.

O inquérito agora concentra três frentes: a identificação de quem comandava a operação, a definição de quem deveria checar o equipamento e a análise de registros capazes de reconstruir os minutos anteriores à queda.

Com a prisão preventiva decretada, os investigados ficam à disposição da Justiça. A próxima etapa é a conclusão do inquérito pela Polícia Civil; depois, caberá ao Ministério Público decidir se apresenta denúncia e por quais crimes cada um responderá.