terça-feira, junho 9
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Educação

Estudantes da USP encerram greve de 54 dias por 323 a 255 em assembleia

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Votação teve 255 estudantes pela continuidade e 9 abstenções, em total de 587 participantes.
  • Paralisação começou em 14 de abril e chegou a ter adesão de 104 cursos da universidade.
  • Reitoria ainda não detalhou concessões, reivindicações aceitas ou pontos em negociação.
  • Impacto no calendário acadêmico permanece indefinido até deliberação das unidades.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo aprovou na noite de segunda-feira (8) o fim da greve iniciada em 14 de abril, mas o resultado expõe um racha na comunidade acadêmica. Após 54 dias de paralisação, a assembleia registrou 323 votos pelo encerramento, 255 pela continuidade e 9 abstenções. A decisão recomenda o retorno às aulas, mas não obriga as unidades a retomarem imediatamente as atividades.

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Desde abril, os estudantes exigiam melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), na qualidade da alimentação dos restaurantes universitários e nas condições das moradias do Conjunto Residencial da USP (Crusp). A principal bandeira era o reajuste do auxílio do PAPFE para R$ 1 mil. No mesmo dia 14 de abril, servidores técnico-administrativos também pararam, mas encerraram a greve em dez dias após aprovar proposta da reitoria — acordo que os alunos até agora não conseguiram replicar.

A mobilização já perdia força antes da votação. Unidades como Direito, a Escola Politécnica e a Faculdade de Medicina haviam retomado as aulas espontaneamente. A reitoria indicava que 24 unidades já funcionavam normalmente, enquanto 19 ainda registravam alguma paralisação.

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A indefinição sobre o rumo do movimento se refletiu no placar apertado e voltou à tona nas primeiras horas desta terça-feira, quando a Polícia Militar retirou um grupo de estudantes que ocupava áreas da administração central do campus Butantã. Os manifestantes afirmam não ter vínculo com a direção do DCE e dizem que o protesto buscava pressionar a universidade sobre permanência estudantil e alimentação.

A decisão do DCE não impõe retorno imediato. Cada um dos 104 cursos que aderiram à greve deverá convocar assembleia própria para decidir sobre a retomada. Até o momento, a reitoria não publicou protocolo formal que sacramente as reivindicações nem apresentou calendário unificado de reposição de aulas.

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Sem documento oficial que organize o segundo semestre, a comunidade acadêmica segue sem respostas sobre o impacto no calendário letivo. O vácuo da reitoria obriga cada um dos 104 cursos a decidir isoladamente sobre a retomada, enquanto as reivindicações de assistência estudantil seguem sem resposta institucional.


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