sábado, junho 6
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Economia

Governo Lula negocia tarifa de até 37,5% com os EUA

Brasil aguarda reunião técnica antes de 15 de julho, prazo para tentar evitar nova cobrança sobre parte das exportações.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Reunião técnica em Brasília ainda depende de confirmação oficial de data, local e representante americano.
  • Prazo até 15 de julho concentra esforço para barrar a tarifa-base de 25% sobre produtos brasileiros.
  • Sobretaxa de 12,5% ligada a trabalho forçado alcança 60 países, segundo proposta atribuída ao USTR.
  • Exportações brasileiras aos EUA caíram US$ 2,7 bilhões entre 2024 e 2025, aponta o Banco Central.
  • Empresas exportadoras e mercado monitoram possíveis efeitos sobre custos, câmbio e preços internos.

O governo Lula aguarda nesta sexta-feira (5), em Brasília, uma reunião técnica com representante comercial dos EUA para negociar tarifas que podem chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros.

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A cobrança combina uma tarifa-base de 25% com outra de 12,5% ligada a alegações sobre trabalho forçado, proposta atribuída ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O governo brasileiro tenta preservar o canal técnico aberto depois do encontro entre Lula e Donald Trump, em 7 de maio, na Casa Branca.

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O ponto sensível é o prazo: o Brasil tem até 15 de julho para tentar evitar a tarifa de 25%, enquanto a sobretaxa de 12,5% alcança 60 países. A data da nova reunião, o local e o representante americano ainda dependem de confirmação oficial.

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A negociação também entra no radar de empresas exportadoras, mercado financeiro e contribuintes porque tarifas comerciais podem alterar custos, câmbio e preços internos. Em outra frente econômica, o PIRANOT mostrou o anúncio de R$ 30 bilhões em crédito para motoristas financiarem carro novo, medida que reforça o peso da agenda econômica no ano eleitoral.

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Tarifas se somam e elevam risco para exportadores

O histórico recente pesa contra o Brasil. Segundo o Boletim Regional do Banco Central, as exportações brasileiras aos EUA caíram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025. A redução foi de US$ 2,7 bilhões.

O Banco Central apontou que o impacto das tarifas americanas em 2025 foi mais forte no Sudeste e no Sul, regiões com maior volume de vendas ao mercado americano. No período observado, entre agosto e novembro de 2025, a queda percentual nas exportações foi de 0,8%, com efeito estimado de 0,1% no PIB.

Orçamento, câmbio e empresas entram na conta

Uma tarifa de até 37,5% pode encarecer produtos brasileiros nos EUA e reduzir competitividade de setores exportadores. Para empresas, o efeito prático aparece em receita externa, margem de venda e planejamento de contratos. Para o governo, a preocupação passa por atividade econômica, arrecadação e pressão sobre cadeias produtivas.

O impacto sobre o consumidor brasileiro ainda não tem estimativa oficial para o IPCA. O risco monitorado está na reação do câmbio, no custo de importados e no repasse de preços em setores dependentes de comércio exterior. Por isso, a discussão tarifária deixou de ser apenas diplomática e entrou no cálculo de mercado.

Prazo de 15 de julho guia a negociação

A primeira reunião técnica ocorreu em 19 de maio, entre Jamieson Greer, do USTR, e Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O encontro veio 12 dias depois da conversa entre Lula e Trump.

O governo também observa a cúpula do G7, marcada para 15 a 17 de junho, em Evian, como possível espaço para diálogo político. Não há confirmação de encontro entre Lula e Trump no evento. Até a publicação oficial de agenda e participantes, a negociação segue concentrada no canal técnico e no prazo final de 15 de julho.


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