A FIA e a Liberty seguem negociando a especificação das unidades de potência da Fórmula 1 para 2027. A proposta central eleva a parcela de combustão de 50% para 60%, deixando a parte elétrica em 40%, alteração que pode mudar o desenho técnico do power unit.
Na versão discutida, essa mudança representaria cerca de 50 kW a mais na contribuição mecânica. O debate ganhou força no início do ciclo híbrido de 2026, quando equipes e fabricantes passaram a testar, na prática, os limites do novo equilíbrio energético.
Houve encontros técnicos com equipes em maio (8 e 22) que trataram do pacote 60/40 e também de uma frente paralela: corridas mais curtas como ajuste esportivo. Esse segundo ponto segue em análise e ainda não virou regra.
Impacto no desenvolvimento e nos custos
Mercedes, Ferrari e Red Bull Powertrains, que têm papel decisivo no desenvolvimento de motores, são diretamente afetadas. Se o formato 60/40 avançar, os fabricantes terão de reequilibrar projeto, integração com o chassi e cronograma de validação para 2027.
O tema também incomoda na conta de investimento. Não há, até o momento, cifra pública sobre impacto orçamentário, mas uma mudança de arquitetura em regra final costuma deslocar prioridades de desenvolvimento entre software, motor térmico e recuperação de energia.
Próximo passo: Conselho Mundial de Automobilismo
O passo seguinte é a deliberação do Conselho Mundial de Automobilismo (WMC), órgão da FIA que chancelará ou não o texto final. A Liberty ainda não detalhou posição pública formal; fabricantes também não apresentaram posição nominal consolidada sobre o modelo.
Na prática, com aprovação no WMC a F1 entra já na etapa de implementação, com ajuste de pacotes técnicos para o pacote 2027. Sem aprovação, permanece o planejamento atual, com as equipes preservando o desenho 50/50 até nova orientação.











