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Dia 11 de junho começa mais uma Copa do Mundo. Durante algumas semanas, o planeta vai parar diante da televisão para acompanhar os jogos, discutir escalações, celebrar vitórias e lamentar derrotas. É um evento que desperta emoções como poucos conseguem fazer.
Mas, enquanto os olhos do mundo estarão voltados para os grandes estádios e para os melhores jogadores do planeta, vale a pena olhar também para aquilo que quase nunca aparece nas transmissões: o caminho percorrido até chegar lá.
Nenhum atleta chega a uma Copa do Mundo por acaso. Antes do reconhecimento, existem anos de treinamento, dedicação, renúncias e oportunidades. Existe uma família incentivando, um professor de educação física observando um talento, um treinador acreditando em um jovem e uma comunidade oferecendo espaço para que ele possa se desenvolver.
Por isso, a Copa não deve ser vista apenas como uma celebração do futebol profissional. Ela também é um lembrete da importância da base esportiva. Afinal, o espetáculo que vemos em campo é resultado de um trabalho que começou muitos anos antes, em milhares de cidades espalhadas pelo mundo.
No Brasil, costumamos celebrar os craques quando eles chegam ao topo, mas nem sempre damos a mesma atenção aos campos, quadras e projetos que ajudaram a formá-los. E essa talvez seja uma das principais reflexões que uma Copa do Mundo pode nos trazer. Se admiramos os resultados, precisamos valorizar também as origens.
Em cidades do interior como Piracicaba, o esporte tem uma importância que vai muito além da competição. Ele ocupa espaços que muitas vezes nenhuma outra atividade consegue ocupar. É no campo de bairro, na escolinha municipal, no campeonato amador de fim de semana e nos projetos sociais que muitos jovens encontram disciplina, convivência e referências positivas para a vida.
Nem todos os meninos e meninas que começam a jogar futebol se tornarão atletas profissionais. Na verdade, a grande maioria seguirá outros caminhos. Mas isso não diminui a importância do esporte. Pelo contrário. O verdadeiro sucesso da base esportiva não está apenas em revelar jogadores, mas em formar cidadãos mais preparados para enfrentar desafios, trabalhar em equipe, respeitar regras e acreditar no próprio potencial.
Vivemos uma época em que se discute muito o futuro das profissões, as transformações tecnológicas e as habilidades que serão exigidas das próximas gerações. Nesse cenário, o esporte continua oferecendo algo que nenhuma tela consegue substituir: convivência real, senso de coletividade, responsabilidade e superação.
Por isso, investir em esporte não deve ser encarado como gasto ou entretenimento. É uma decisão estratégica para qualquer sociedade que deseja oferecer oportunidades aos seus jovens. Quando apoiamos projetos esportivos, fortalecemos comunidades inteiras e ajudamos a construir ambientes mais saudáveis para nossas crianças e adolescentes.
Que esta Copa do Mundo nos traga grandes jogos, momentos inesquecíveis e o Brasil campeão. Mas que ela também nos faça lembrar que todo grande atleta começou pequeno, em algum campo simples, cercado por pessoas que acreditaram nele antes de qualquer torcida. É ali, longe dos holofotes, que o futuro do esporte brasileiro realmente começa.
Alex Madureira é deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.











