A Fiat divulgou nesta quarta-feira (3), em seu perfil global no Instagram, as primeiras imagens oficiais do Grizzly e do Grizzly Fastback, dupla de SUVs compactos que deve substituir Pulse e Fastback no Brasil a partir de 2027.
A revelação marca a migração da linha de entrada da marca para a plataforma global Smart Car, arquitetura que a Stellantis adota para reduzir custos e ampliar escala em SUVs compactos. Em sua conta oficial, a Fiat define os modelos como “duas novas personalidades que reforçam a presença da marca no segmento C”.
O que ainda não há é confirmação de nome comercial brasileiro, preço, produção local, versão elétrica ou configuração de sete lugares. A estreia europeia está prevista para o segundo semestre de 2026; no Brasil, o cronograma divulgado aponta 2027, sem data oficial.
O que substitui Pulse e Fastback
O Grizzly e o Grizzly Fastback sucedem dois produtos centrais da Fiat no país. O Pulse foi lançado em 2021 como primeiro SUV da marca sobre a plataforma MLA, herdada do Argo. O Fastback chegou em 2022, com carroceria cupê, ocupando a faixa intermediária da linha.
As informações disponíveis indicam motor 1.0 turboflex com sistema MHEV, de hibridização leve, e uso da arquitetura Smart Car, segundo apuração de publicações automotivas que acompanham o projeto. A mudança integra a renovação global da linha de SUVs compactos da Fiat dentro da Stellantis.
A pressão do mercado pesa no calendário. Marcas chinesas ampliaram presença no segmento de SUVs no Brasil entre 2024 e 2025 e fecharam o ano passado com cerca de 15% de participação. A resposta da Fiat passa por escala global, eletrificação leve e reposicionamento dos SUVs de entrada.
A disputa por plataforma e calendário já aparece em outras montadoras. O PiraNOT mostrou que a Volkswagen estuda um SUV grande com base na nova Amarok, ainda sem confirmação de lançamento — sinal de que o mercado segue testando produtos antes de cravar datas.
O que falta confirmar até a chegada ao Brasil
A próxima etapa confirmada é a estreia europeia no segundo semestre de 2026. Só depois a Fiat deve detalhar a estratégia brasileira, incluindo nome comercial, versões, pacote mecânico final e eventual papel da fábrica de Betim (MG) na produção local.
Permanecem em aberto a dimensão de 4,30 m citada em material de pré-divulgação, a possível configuração de sete lugares e uma versão 100% elétrica para o Brasil. Até novo comunicado da Fiat, esses itens seguem como lacunas documentadas, e não como características já confirmadas dos novos SUVs.











