sábado, 18 de julho de 2026
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Diretor mais jovem do estúdio adapta curta feito em Blender aos 16; mercado projeta abertura entre US$ 40 mi e US$ 50 mi nos EUA.

Aos 20, Kane Parsons estreia na A24 com ‘Backrooms’

Diretor mais jovem do estúdio adapta curta feito em Blender aos 16; mercado projeta abertura entre US$ 40 mi e US$ 50 mi nos EUA.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Parsons viralizou aos 16 anos com um curta feito em Blender e After Effects.
  • A A24 contratou o diretor aos 17 anos para desenvolver o longa.
  • A história nasceu de uma creepypasta ligada a fóruns como 4chan e Reddit.
  • Projeções indicam estreia de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões nos EUA.
Cinema

Kane Parsons, 20, estreia neste domingo (31) como diretor de ‘Backrooms’, longa da A24 que nasceu de uma creepypasta de fórum, virou fenômeno no YouTube e agora chega ao cinema com Chiwetel Ejiofor, indicado ao Oscar por ’12 Anos de Escravidão’, no elenco principal. O estúdio o apresenta como o cineasta mais jovem de sua história.

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Parsons tinha 16 anos quando publicou ‘The Backrooms (Found Footage)’, em 2022, e 17 quando assinou com a A24 para desenvolver a versão em longa, conforme entrevista à revista VEJA. O curta, feito em Blender e After Effects — ferramentas que aprendeu sozinho na pandemia —, acumulou dezenas de milhões de visualizações e abriu a porta para o estúdio responsável por ‘Hereditário’ e ‘Midsommar’, conhecido por apostar em diretores estreantes.

Do 4chan ao longa da A24

‘Backrooms’ surgiu como creepypasta em fóruns como 4chan e Reddit, em torno da estética dos chamados espaços liminares: ambientes vazios, com iluminação fluorescente e carpete amarelado, familiares o bastante para provocar estranhamento e sustentar narrativas de terror psicológico, segundo reconstituição publicada pelo Estadão.

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A trajetória de Parsons escancara um movimento maior do audiovisual: histórias gestadas em memes, fóruns e vídeos independentes vêm atravessando a fronteira das plataformas e entrando no circuito de cinema, com estúdios como a A24 funcionando como ponte. O PIRANOT já registrou outro recorte dessa circulação de talentos e formatos ao acompanhar a saída de Daniel Filho da Globo.

A aposta financeira da A24

O caso interessa menos como promessa de bilheteria pronta e mais como termômetro de mercado para narrativas nascidas em fóruns. Projeção citada pela imprensa especializada aponta abertura entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões nos Estados Unidos — patamar que, se confirmado, colocaria um diretor de 20 anos vindo do YouTube entre as principais estreias de terror do ano para o estúdio.

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O que ainda falta confirmar

O dossiê disponível não detalha como Parsons converteu a narrativa fragmentada dos vídeos curtos em estrutura de longa-metragem, nem traz a recepção crítica e o desempenho do filme no mercado brasileiro. O próximo marco verificável é a divulgação oficial da bilheteria de estreia nos Estados Unidos, que vai medir, em números, se a faixa de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões projetada pelo mercado se sustenta.


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