sábado, 18 de julho de 2026
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Entidade britânica defende restrição a menores; Austrália já aprovou proibição e França emitiu alerta oficial.

Médicos do Reino Unido comparam danos de redes sociais ao tabagismo

Entidade britânica defende restrição a menores; Austrália já aprovou proibição e França emitiu alerta oficial.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Metade dos 454 médicos ouvidos atende pelo menos um jovem por semana com problemas ligados à internet.
  • Austrália proíbe plataformas para menores de 16 anos desde dezembro de 2025.
  • França emitiu alerta oficial sobre os riscos das redes sociais em janeiro de 2026.
  • Brasil discute o ECA Digital com 72% de apoio popular à restrição para menores.

A Academy of Medical Royal Colleges, entidade que reúne as principais instituições médicas britânicas, comparou os danos causados pelas redes sociais à saúde de jovens aos do tabagismo, em contribuição a uma consulta pública do governo do Reino Unido que se encerra nesta terça-feira (26).

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A organização defende que médicos incluam, em consultas com pacientes jovens, perguntas sobre tempo de tela e uso de redes sociais — uma prática comparável, segundo a entidade, às recomendações sobre não fumar e usar cinto de segurança. Entre os 454 médicos consultados pela Academy, metade relatou tratar pelo menos uma criança por semana com angústia mental ou lesões físicas relacionadas a conteúdos na internet.

Familiares de vítimas cobram ações do governo britânico. Ellen Roome, mãe de Jools Sweeney, adolescente de 14 anos cuja morte a família acredita estar relacionada a um desafio viral em redes sociais, criticou a lentidão do governo em restringir o acesso de menores às plataformas.

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Reino Unido avalia restrição para menores

A consulta pública britânica avalia restringir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. O debate sobre regulação digital se intensificou após a pandemia de COVID-19, com crescente preocupação sobre o impacto na saúde mental de adolescentes.

O movimento ganhou força em outros países. A Austrália aprovou, em dezembro de 2025, legislação que proíbe o uso de plataformas por menores de 16 anos, tornando-se o primeiro país a adotar a medida de forma abrangente.

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A França, por meio da agência sanitária ANSES, emitiu alerta oficial em janeiro de 2026 sobre os riscos à saúde mental de adolescentes e recomendou idade mínima de 15 anos para uso de redes sociais.

Brasil discute atualização do ECA

No Brasil, o debate avança em nível legislativo com a discussão do chamado ECA Digital, proposta de atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente virtual. Pesquisa da ONG Family Talks indica que 72% dos brasileiros apoiam restrição de redes sociais para menores de 16 anos, enquanto 58,8% consideram que os prejuízos superam os benefícios.

Não há, até o momento, posicionamento oficial do Conselho Federal de Medicina ou de autoridades brasileiras sobre a proposta. O debate sobre regulação de redes sociais para menores permanece em estágio de consulta pública no Reino Unido e de tramitação legislativa no Brasil.


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