O surto de Ebola na região de Nzérékoré, no sul da Guiné, está se espalhando mais rápido do que o previsto, alertou nesta terça-feira (19) a porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dra. Margaret Harris, durante coletiva em Genebra.
Segundo Harris, os casos confirmados têm aumentado em ritmo acelerado nas últimas semanas, superando as projeções iniciais feitas pela entidade. “Estamos acompanhando de perto a situação e reforçando as equipes no terreno para conter a propagação”, afirmou.
A OMS informou que as equipes de resposta continuam mobilizadas e que medidas de contenção estão em curso para tentar frear a transmissão do vírus. Até o momento, o surto permanece concentrado na região de Nzérékoré, sem confirmação de casos em outras áreas.
Contexto
O vírus Ebola provoca febre hemorrágica grave e tem alta taxa de mortalidade. Desde sua primeira identificação em 1976, vários surtos ocorreram principalmente na África Central e Ocidental. O surto atual foi detectado há cerca de dois meses na Guiné, epicentro da epidemia.
De acordo com a OMS, fatores como a mobilidade populacional, dificuldades no acesso a serviços de saúde e barreiras culturais e históricas têm dificultado a implementação das medidas de contenção em algumas comunidades, o que pode contribuir para a rapidez da transmissão.
Próximos passos
A OMS anunciou o envio de reforços de equipes médicas e equipamentos para as áreas afetadas nas próximas semanas. Além disso, está prevista a intensificação da campanha de vacinação com a vacina Ervebo em regiões de risco, conforme protocolo vigente.
Os resultados dessas ações serão monitorados e avaliados em reuniões agendadas para o próximo mês, quando a OMS poderá ajustar as estratégias de combate ao surto conforme a evolução dos casos.
Orientações à população
O Ebola é transmitido principalmente pelo contato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça, fraqueza, dores musculares e vômitos, podendo evoluir para hemorragias internas e externas.
A vacinação com Ervebo tem se mostrado eficaz na prevenção da doença e está sendo aplicada prioritariamente em grupos de risco e contatos próximos de casos confirmados. A OMS recomenda que a população busque atendimento médico imediato ao apresentar sintomas suspeitos e siga as orientações das autoridades locais para evitar a propagação do vírus.










