Um bebê de pouco mais de dois meses morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória, na última semana, em São João Batista, Santa Catarina. A cuidadora da criança acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel Urgente) durante a madrugada, mas, na ligação, apresentou comportamento incomum, inclusive rindo.
De acordo com a Polícia Militar, o resgate foi acionado por volta das 3h50 após a babá informar que o bebê estava em parada cardiorrespiratória. Inicialmente, a equipe suspeitou de um possível trote por conta do comportamento da mulher durante a ligação, que chegou até a dar risada.
Uma chamada de vídeo foi realizada pelos agentes com a cuidadora, sendo constatada pela médica plantonista a veracidade e gravidade da situação. Segundo a PM, foi percebido durante o atendimento uma falta de preocupação por parte dela e da mãe, que estava junto e demonstrava maior interesse no preparo de café e compromissos de trabalho.
A corporação apontou ainda que a genitora não demonstrava interação com a criança no momento do resgate, assim como a cuidadora e demais presentes apresentavam comportamento excessivamente calmo e frio diante da situação.
Os socorristas informaram que o bebê já estaria em parada cardiorrespiratória há cerca de 20 minutos quando ocorreu o primeiro contato telefônico. A criança foi atendida no bairro Ribanceira do Sul e encaminhada ao Hospital Monsenhor José Locks. O bebê morreu na unidade hospitalar, por volta das 5h30.
Conforme a polícia, o bebê chegou à unidade hospitalar com sinais clínicos compatíveis a desnutrição proteico-energética, como gradil costal exposto, prega cutânea, baixo peso e mucosas ressecadas. Além disso, a criança também apresentava fenda palatina, condição que pode dificultar a alimentação e favorecer episódios de broncoaspiração. Foram realizadas manobras de reanimação por mais de 45 minutos, mas sem sucesso.
À polícia, a cuidadora relatou que acordou durante a madrugada para alimentar o bebê e percebeu que ele já estava frio. Segundo ela, a mãe da criança trabalhava no período noturno e foi avisada após o acionamento do Samu. A Polícia Civil informou ainda que a hipótese de morte súbita não está descartada e que a causa da morte dependerá dos resultados dos exames periciais e da análise dos prontuários médicos.










