Uma explosão no pátio do CIEP 388 Lasar Segall, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, deixou oito adolescentes feridos na manhã de sexta-feira, 8 de maio de 2026. O artefato caseiro, um cano de PVC recheado com pregos e parafusos, foi detonado por volta das 8h15, quando um aluno o jogou no chão. As vítimas, todas do sexo masculino com idades entre 13 e 17 anos, foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Belford Roxo com ferimentos leves. A maioria recebeu alta no mesmo dia.
A Polícia Civil, por meio da 54ª DP (Belford Roxo), investiga o caso com apoio do Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A origem do explosivo ainda é desconhecida. Há versões divergentes: enquanto a CNN Brasil relata que um estudante encontrou o artefato, o jornal O Globo aponta que dois alunos o levaram para a escola. A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro suspendeu as aulas na unidade para avaliação de segurança e perícia.
Vulnerabilidade na segurança escolar
A escola possui câmeras de monitoramento, mas, segundo a Secretaria de Educação, elas não funcionam durante a noite — janela que pode ter facilitado a entrada do artefato ou a ação de suspeitos. A subsecretária de gestão administrativa, Luciana Magalhães, afirmou que uma equipe de engenharia esteve no local e “não foi constatado nenhum dano à estrutura da escola”. Apesar disso, o caso expõe a vulnerabilidade de unidades públicas a ataques com bombas caseiras.
A investigação busca identificar quem fabricou o explosivo e como ele entrou na escola. A polícia não descarta a participação de alunos ou de pessoas externas. O caso será acompanhado pela Vara da Infância e Juventude de Belford Roxo. A Secretaria de Educação informou que prestará apoio psicológico a alunos e funcionários.
Histórico de ocorrências com explosivos em escolas
O incidente reacende o debate sobre segurança escolar na Baixada Fluminense. Em junho de 2025, dois adolescentes foram apreendidos em Bangu, na zona oeste do Rio, por planejarem um atentado com explosivo em uma escola. Embora não haja indícios de conexão entre os casos, dados do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ) indicam que ao menos 15 ocorrências envolvendo bombas caseiras foram registradas em escolas da rede pública fluminense apenas em 2025.
O CIEP 388 Lasar Segall atende alunos do ensino fundamental e médio no bairro Areia Branca. A varredura preventiva realizada pelo Core não encontrou outros artefatos no local. As aulas devem ser retomadas após a conclusão da perícia e a liberação da área pela polícia.
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