Os mercados financeiros globais e brasileiros entram, neste domingo (26), em uma semana de alta volatilidade, com foco nas decisões de juros do Federal Reserve e do Banco do Japão, na divulgação do IPCA-15 no Brasil e no PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos.
A agenda importa porque juros externos, inflação doméstica e atividade americana podem alterar os preços dos ativos, o custo do crédito e a leitura sobre a taxa Selic no país.
O Banco Central do Brasil elevou de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto em 2026, segundo o Relatório de Inflação de junho de 2026.
Banco Central eleva projeção do PIB e crédito alcança R$ 21,5 trilhões
A revisão do PIB brasileiro para 2026 veio acompanhada de elevações nas estimativas para os três grandes setores da economia e para a demanda interna, informou o Banco Central no Relatório de Inflação.
Em maio de 2026, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro chegou a R$ 21,5 trilhões, equivalente a 164,2% do PIB, com avanço mensal de 1,6%, de acordo com o Banco Central.
A carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional cresceu 9,5% em 12 meses, ante 9,6% nos 12 meses até abril de 2026. O dado ajuda a medir a força do financiamento na economia antes de novos sinais sobre inflação e juros.
Juros globais podem mexer com câmbio, Bolsa e curva local
As decisões do Federal Reserve e do Banco do Japão entram no cálculo do mercado brasileiro porque os juros internacionais afetam o fluxo de capital, o dólar frente ao real e a precificação dos ativos locais.
No Brasil, a trajetória do IPCA-15 também pesa sobre a condução da política monetária. O indicador antecipa parte da leitura sobre os preços ao consumidor e pode influenciar as expectativas para a Selic.
Para famílias e empresas, o canal mais direto passa pelo crédito. Com R$ 21,5 trilhões em crédito ampliado ao setor não financeiro, mudanças na leitura de juros e inflação podem afetar a renegociação de dívidas, as novas operações e o custo financeiro.
Para investidores, o efeito aparece na curva de juros, no câmbio e na Bolsa. Sinais de juros mais altos no exterior podem pressionar ativos brasileiros, enquanto leituras mais favoráveis de inflação e atividade podem mudar a percepção de risco e a precificação da Selic.
Decisões e indicadores definirão a reação dos ativos
O mercado chega à agenda com duas referências domésticas: a projeção de crescimento do PIB de 2026, elevada de 1,6% para 2,0%, e o saldo de crédito ampliado de R$ 21,5 trilhões, ou 164,2% do PIB.
Ao longo da semana, investidores acompanharão as decisões do Federal Reserve e do Banco do Japão, o IPCA-15 e o PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos. A combinação desses sinais será incorporada às expectativas para o dólar, a Bolsa, a curva de juros e o custo do crédito no Brasil.












