segunda-feira, 20 de julho de 2026
Publicidade
Mundo

Balsa de 1939 vira na Guiana com 133 a bordo; busca cobre 1.070 km²

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A balsa MV Barima, de 1939, transportava 116 passageiros e 17 tripulantes quando virou a 11 km da costa.
  • Dos 133 a bordo, 67 foram resgatados com vida, incluindo 15 crianças, mas nenhum sobrevivente foi localizado desde domingo.
  • A tripulação está sob custódia policial enquanto as autoridades apuram o uso de drogas e falhas no manifesto de embarque.
  • A embarcação fazia a rota para Port Kaituma, região de selva de difícil acesso, com carga de 268 toneladas.

A Guiana mantém buscas no Atlântico por desaparecidos após a balsa MV Barima virar na noite de sábado (18) com 133 pessoas a bordo, em um desastre marítimo que ainda não tem balanço consolidado de vítimas.

Publicidade

O governo guianense confirmou 67 sobreviventes resgatados até domingo (19), entre eles 15 crianças. Pela diferença entre o total embarcado e o número de pessoas localizadas com vida, até 66 ocupantes permanecem fora do balanço de sobreviventes, mas as autoridades ainda não fecharam a lista de desaparecidos por falhas no manifesto de embarque.

A embarcação transportava 116 passageiros e 17 tripulantes quando virou a cerca de 11 quilômetros da costa. A área mobilizada para a operação de busca chega a 1.070 quilômetros quadrados no Atlântico.

Publicidade

A tripulação foi colocada sob custódia policial enquanto investigadores analisam as circunstâncias do naufrágio, incluindo a conduta a bordo e a suspeita de uso de entorpecentes. Até agora, não há atribuição oficial de culpa.

Embarcação fazia rota para área isolada no Essequibo

A MV Barima foi construída em 1939 e fazia de três a quatro viagens mensais para Port Kaituma, na região de Essequibo, área de selva com acesso terrestre difícil. A rota é considerada importante para comunidades que dependem do transporte fluvial e marítimo para circulação de pessoas e cargas.

Publicidade

No momento do naufrágio, a balsa levava 268 toneladas de carga, abaixo da capacidade declarada de 284 toneladas. O sinal de socorro foi emitido às 23h de sábado, e o primeiro balanço oficial com 67 sobreviventes foi divulgado no domingo.

O caso tem impacto regional porque a Guiana faz fronteira terrestre com Roraima, no Norte do Brasil, e mantém fluxos migratórios e comerciais com a região. As autoridades guianenses ainda trabalham na checagem nominal dos embarcados, etapa necessária para confirmar nacionalidades e consolidar o número de desaparecidos.

Manifesto falho atrasa balanço de vítimas

A principal dificuldade para fechar o balanço está no manifesto de embarque. Sem uma lista confiável, o governo cruza os registros disponíveis com os sobreviventes já identificados e com relatos de familiares.

As buscas continuam no Atlântico, ao mesmo tempo em que a polícia interroga a tripulação e examina as condições da viagem. Por ora, o balanço confirmado é de 133 pessoas a bordo e 67 resgatadas com vida.


Publicidade