domingo, julho 5
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Copa do Mundo 2026

Inglaterra enfrenta México no Azteca e revive trauma de Maradona após 40 anos

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Partida será neste domingo, às 21h, no horário de Brasília
  • México chega embalado por quatro vitórias seguidas no torneio
  • Inglaterra avançou após virada sobre a RD Congo com dois gols de Kane
  • Altitude de 2.240 metros na Cidade do México amplia o desgaste físico

A Inglaterra volta ao Estádio Azteca neste domingo (5), às 21h, com uma carga que vai além da tabela da Copa do Mundo de 2026. Diante do México, nas oitavas de final, a seleção inglesa reencontra o palco em que Diego Maradona escreveu, em 1986, duas das cenas mais lembradas da história do futebol — e uma das derrotas mais dolorosas para os ingleses.

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O jogo vale vaga nas quartas de final, contra Brasil ou Noruega, mas carrega um peso simbólico raro. Há 40 anos, no mesmo estádio, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 nas quartas da Copa de 1986. Maradona abriu o placar com o gol de mão que ele próprio chamaria de La Mano de Dios. Depois, marcou o Gol do Século, em uma arrancada que atravessou a defesa inglesa e consolidou a lenda do camisa 10.

Desde então, o Azteca deixou de ser apenas um estádio no imaginário inglês. Virou sinônimo de frustração, injustiça e grandeza adversária. O retorno agora ocorre em outro contexto, contra outro rival e por outra fase do mata-mata, mas a memória de 1986 transforma México x Inglaterra em uma partida com cara de ajuste de contas histórico.

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O Azteca pesa antes de a bola rolar

Para a Inglaterra, a missão é impedir que a narrativa engula o jogo. O time chega depois de uma classificação com susto diante da RD Congo: saiu atrás, reagiu e contou com dois gols de Harry Kane para virar e avançar. O centroavante, mais uma vez, entra no mata-mata como referência técnica e emocional de uma seleção que convive há décadas com a pressão de transformar elenco forte em título.

Thomas Tuchel tenta reduzir o componente dramático. O técnico não tratou o ambiente como hostil e trabalha para manter o foco no presente: a Inglaterra precisa lidar com um estádio cheio, com a altitude da Cidade do México e com um adversário que joga em casa, empurrado por uma torcida que já fez da capital mexicana um prolongamento das arquibancadas.

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Na véspera, torcedores mexicanos se concentraram nas imediações do hotel inglês e aumentaram o clima de pressão. O episódio reforçou a expectativa de um Azteca ruidoso, em uma noite na qual cada toque inglês tende a ser acompanhado por vaias e cada avanço mexicano, por uma explosão da arquibancada.

México chega invicto e protegido por sua fortaleza

O México chega ao confronto embalado pela campanha em casa. A seleção avançou invicta na fase de grupos, goleou a República Tcheca por 3 a 0 no Azteca e, já no mata-mata, eliminou o Equador por 2 a 0. A sequência positiva fortalece a sensação de que o estádio virou um ativo competitivo para os anfitriões.

O histórico também joga a favor. Em Copas do Mundo, o México nunca perdeu no Azteca, uma marca que amplia a responsabilidade inglesa. Vencer ali significaria não só superar o time da casa, mas quebrar um padrão construído ao longo de três Mundiais disputados no estádio.

Javier Aguirre tem a seu favor um ambiente familiar, uma equipe em ritmo de competição e a confiança de quem já venceu partidas grandes diante da própria torcida. A Inglaterra, por outro lado, tenta transformar a experiência do elenco em antídoto contra a atmosfera. Em mata-mata de Copa, porém, o controle emocional costuma ser tão decisivo quanto o plano tático.

Vaga nas quartas pode abrir duelo contra o Brasil

Quem passar de México x Inglaterra enfrentará o vencedor de Brasil x Noruega, marcado para mais cedo neste domingo. O chaveamento dá ao duelo no Azteca um peso adicional: além de sobreviver às oitavas, o classificado pode entrar em uma das quartas de final mais aguardadas da Copa.

Para o México, a noite vale a chance de prolongar a campanha diante de sua torcida e reafirmar o Azteca como fortaleza. Para a Inglaterra, vale algo mais íntimo: vencer no estádio em que Maradona a feriu em 1986 e transformar um dos maiores fantasmas de sua história em passagem para a próxima fase.


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