quarta-feira, julho 1
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Economia

Dólar fecha a R$ 5,1743 e amplia alta de junho com mercado atento ao Fed

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O dólar à vista fechou em alta de 0,13% na segunda-feira (29), cotado a R$ 5,1743.
  • Em junho, até o fechamento do dia 29, a valorização era de 2,61%, de acordo com dados do mercado compilados por veículos especializados ( Canal Rural ).
  • Mercado aguarda sinalização do Fed Na quarta-feira (1º), o mercado acompanha com atenção a divulgação de dados de emprego nos EUA e a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
  • Para o Brasil, isso aumenta a pressão sobre o câmbio e pode influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) nas próximas reuniões.
  • A sessão foi marcada por liquidez reduzida e amplitude de R$ 0,0306, com a moeda oscilando entre R$ 5,1553 e R$ 5,1859.

O dólar à vista fechou em alta de 0,13% nesta segunda-feira (29), cotado a R$ 5,1743, em uma sessão de menor liquidez e sem direção única no mercado doméstico. A moeda americana oscilou entre R$ 5,1553 e R$ 5,1859, uma amplitude de R$ 0,0306 ao longo do pregão.

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O avanço mantém o câmbio perto do teto observado nas últimas semanas e consolida a pressão vista desde maio. Depois de subir 1,82% no mês anterior, o dólar acumulava valorização de 2,61% em junho até o fechamento do dia 29. No pregão seguinte, em 30 de junho, a moeda recuou para R$ 5,16, queda de 0,23%, mas permaneceu no intervalo recente entre R$ 5,14 e R$ 5,20.

Câmbio segue pressionado desde maio

A alta recente reflete uma combinação de cautela externa e busca por proteção em dólar. Em 26 de junho, a cotação chegou a R$ 5,2020, o maior nível desde março, antes de aliviar parcialmente nos pregões seguintes. Ainda assim, o real segue sem recuperar de forma consistente as perdas acumuladas no bimestre.

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Para empresas e consumidores, o patamar de R$ 5,17 encarece produtos e componentes importados e afeta cadeias que dependem de insumos cotados em moeda estrangeira, como máquinas, fertilizantes, combustíveis e bens industriais. Exportadores tendem a ganhar competitividade em reais quando a moeda americana sobe, mas o benefício depende de custos, hedge e contratos já fechados.

Juros nos Estados Unidos ditam o humor

O principal vetor para o câmbio continua vindo dos Estados Unidos. Investidores acompanham dados de emprego e sinalizações do Federal Reserve em busca de pistas sobre quando os juros americanos poderão cair. Taxas elevadas por mais tempo nos EUA tornam o dólar mais atraente globalmente e reduzem o apetite por moedas de países emergentes, como o real.

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Esse cenário também pesa sobre as expectativas para a política monetária brasileira. Um dólar mais forte pode pressionar preços de itens importados e complicar a avaliação do Banco Central sobre o ritmo de juros no Brasil, sobretudo se a alta do câmbio se mostrar persistente.

Próximas referências do mercado

A agenda dos próximos dias deve concentrar a atenção no mercado de trabalho americano, em declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, e na ata da autoridade monetária dos EUA, prevista para 2 de julho. No Brasil, o relatório Focus de 6 de julho atualizará as projeções para câmbio, inflação e juros.

Até esses sinais ficarem mais claros, a cotação segue balizada pela faixa recente: abaixo de R$ 5,20, mas ainda distante dos níveis vistos antes da sequência de alta iniciada em maio.


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