O Brasil venceu o Haiti por 3 a 0 na sexta-feira (19), pela Copa do Mundo de 2026, e conseguiu a primeira vitória depois do empate por 1 a 1 com o Marrocos na estreia, no sábado (13).
O resultado dá fôlego à Seleção de Carlo Ancelotti, mas não muda sozinho a principal cobrança deste início de torneio: transformar o talento individual em desempenho coletivo mais convincente. Nesse cenário, Vini Jr voltou a ocupar o centro da avaliação sobre o Brasil.
O atacante chegou a 3 gols em Copas do Mundo e superou Ronaldinho no recorte histórico de gols pela Seleção no torneio. A marca reforça o peso do jogador neste começo de campanha, em que o Brasil ainda busca estabilidade após uma estreia de leitura dividida.
Vini Jr sustenta o protagonismo brasileiro no início da Copa
A sequência dos dois primeiros jogos ajuda a explicar a tensão em torno da Seleção. Contra o Marrocos, o Brasil ficou no empate e viu a atuação de Vini Jr ser tratada como um dos pontos mais fortes da equipe. Contra o Haiti, o placar mais confortável recolocou o time em rota de crescimento, mas manteve a pergunta sobre o funcionamento coletivo.
A repercussão publicada após a estreia já separava o desempenho do atacante da avaliação geral do time. O tom combinava elogios ao protagonismo de Vini Jr com críticas à dificuldade brasileira para controlar a partida e impor um padrão ofensivo mais constante.
A vitória por 3 a 0 reduz a pressão imediata, sobretudo pelo placar, mas não encerra a cobrança. Em Copa do Mundo, a leitura externa costuma mudar menos pelo tamanho do resultado contra um adversário mais frágil e mais pela sensação de que a equipe encontrou caminhos repetíveis para competir contra seleções de maior força.
Vitória melhora ambiente, mas exige confirmação
O Brasil sai da segunda rodada com uma resposta objetiva: venceu, marcou três vezes e manteve seu principal atacante em evidência. Para Ancelotti, o ganho imediato está na margem do placar e na possibilidade de trabalhar a sequência do torneio com menos ruído depois do empate na estreia.
O ponto decisivo, agora, é saber se a Seleção consegue transformar a vitória sobre o Haiti em padrão de evolução. Vini Jr já aparece como referência ofensiva; o passo seguinte é fazer o restante do time acompanhar esse protagonismo com mais regularidade durante a Copa.











