O BDR da SpaceX estreou na B3 nesta sexta-feira (12) com alta de até 25,4% no primeiro dia de negociação, levando a euforia do maior IPO já registrado no mercado global para a bolsa brasileira.
O recibo SPCX34 chegou ao pico de R$ 58,10 durante o pregão e encerrou o dia com valorização de 18%. Nos Estados Unidos, a ação da companhia avançou 19% na Nasdaq, em uma estreia que elevou o valor de mercado da empresa para mais de US$ 2,1 trilhões.
A operação abriu uma porta rara para o investidor brasileiro: comprar, pela B3, um ativo vinculado à SpaceX sem precisar abrir conta no exterior. O BDR, porém, não é a ação americana em si. Ele acompanha o desempenho do papel lá fora e também sofre influência do câmbio, da liquidez local e da demanda no mercado brasileiro.
IPO de US$ 75 bilhões coloca SpaceX no topo do mercado
A SpaceX chegou à bolsa depois de mais de duas décadas como empresa privada. Fundada em 2002 por Elon Musk, a companhia precificou sua oferta inicial a US$ 135 por ação e movimentou US$ 75 bilhões.
O tamanho da oferta superou com folga o recorde anterior da Saudi Aramco, que havia levantado US$ 29,4 bilhões em 2019. A estreia também confirmou a dimensão que a empresa alcançou fora do mercado público: a avaliação inicial ficou em torno de US$ 1,77 trilhão antes da disparada no primeiro pregão.
A alta imediata das ações levou a SpaceX a cruzar a marca de US$ 2,1 trilhões em valor de mercado no fechamento. O movimento colocou a companhia entre os ativos mais observados do mundo e transformou a estreia em um teste de fôlego para investidores que apostam na expansão de negócios ligados a foguetes, satélites e infraestrutura espacial.
Recibo dá acesso local, mas não elimina risco
Na B3, o SPCX34 começou a ser negociado depois da abertura das ações na Nasdaq. O preço perto de R$ 50 no início do dia rapidamente deu lugar a uma forte pressão compradora, até o pico de R$ 58,10. O fechamento em alta de 18% deixou o recibo abaixo da máxima, mas ainda com ganho expressivo na sessão.
Para o investidor pessoa física, o BDR funciona como uma forma de exposição internacional dentro da própria bolsa brasileira. A facilidade operacional, no entanto, não muda a natureza do risco. Se a ação da SpaceX cair nos Estados Unidos, o recibo tende a refletir esse movimento. Se o dólar oscilar, o preço em reais também pode ser afetado.
O primeiro pregão deixa três referências para o mercado: alta de 18% do BDR no Brasil, avanço de 19% da ação na Nasdaq e valor de mercado acima de US$ 2,1 trilhões. A partir de agora, os próximos negócios vão mostrar se a demanda pela SpaceX na B3 se sustenta com liquidez recorrente ou se a estreia concentrou uma corrida inicial por exposição ao papel.











