Sete cardeais e 61 bispos espanhóis encobriram casos de abuso sexual contra menores durante décadas, afirma reportagem publicada nesta sexta-feira (5) pelo jornal El País.
Os 68 altos clérigos aparecem na lista como responsáveis por acobertamento, e não como autores diretos dos abusos. A distinção delimita a acusação à cadeia de comando da Igreja Católica na Espanha, que teria deixado de agir, transferido agressores ou silenciado denúncias.
Apuração que começou em 2018
O El País mantém desde 2018 um trabalho de reunião de registros de pederastia na Igreja Católica espanhola, hoje um dos principais repositórios independentes do país sobre denúncias, omissões e respostas internas da hierarquia.
A reportagem desta sexta-feira desloca o foco dos padres acusados para os superiores hierárquicos. O jornal sustenta que cardeais e bispos teriam protegido agressores ao longo de décadas, em vez de afastá-los ou levar os casos à Justiça.
Igreja não comenta a lista de nomes
A Conferência Episcopal Espanhola e o Vaticano não se manifestaram sobre os nomes citados. Em declaração divulgada pela agência ACI Prensa, o papa afirmou que “no existe una Iglesia ideal y pura, separada de la tierra, sino solamente la única Iglesia de Cristo, encarnada en la historia”.
A reação institucional aos 68 nomes deve indicar se a Igreja abrirá procedimentos canônicos, afastará clérigos ou contestará formalmente a apuração do El País.











