quinta-feira, junho 4
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Brasil

Airbus testa A350-1000ULR, jato de voos de até 22 horas

Aeronave da Qantas decolou de Toulouse em voo de teste de 3h43min e abre caminho para o Project Sunrise, que prevê rotas sem escala entre Austrália, Europa e Américas.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Modelo foi desenvolvido para a Qantas e integra o Project Sunrise.
  • A autonomia anunciada chega a 18.500 km, com 20 mil litros extras de combustível.
  • Relatos indicam altitude de 12.500 metros em voo de 3h43min.
  • Data do teste diverge entre 1º e 2 de junho nas reportagens disponíveis.
  • Início da operação comercial ainda depende de confirmação oficial.

A Airbus concluiu em Toulouse, na França, o primeiro voo de teste do A350-1000ULR encomendado pela Qantas, modelo desenhado para operar rotas comerciais de até 22 horas sem escala. A decolagem inaugural durou 3h43min e atingiu 41 mil pés (cerca de 12,5 mil metros), patamar usado para validar a configuração de combustível e o desempenho em altitude.

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A aeronave, identificada pelo número de série MSN 707, foi projetada para alcançar 10 mil milhas náuticas, o equivalente a 18,5 mil quilômetros, com tanques adicionais que acrescentam 20 mil litros de combustível ao A350-1000 padrão. O ensaio em Toulouse é a primeira etapa da campanha de certificação que antecede a entrega à companhia australiana.

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A data exata do voo permanece em aberto: parte da cobertura registra 1º de junho e parte aponta 2 de junho, divergência compatível com fuso horário ou atualização editorial. Até a publicação desta reportagem, não havia comunicado oficial localizado da Airbus ou da Qantas detalhando o cronograma do teste nem a previsão de entrada em operação comercial.

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Project Sunrise mira rotas sem escala da Austrália ao mundo

O A350-1000ULR é a espinha dorsal do Project Sunrise, plano da Qantas para ligar a Austrália diretamente a destinos como Londres, Nova York e, segundo cobertura especializada, São Paulo. A proposta é eliminar conexões em viagens transcontinentais, com trechos que podem ultrapassar 20 horas de voo contínuo.

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A Airbus já havia desenvolvido uma versão ULR do A350 para a Singapore Airlines em 2018, hoje usada em rotas entre Cingapura e Nova York. O novo modelo amplia esse alcance e responde à demanda por aeronaves capazes de cruzar o Pacífico e o Índico sem parada técnica, segmento em que a fabricante europeia compete diretamente com a Boeing.

Para o Brasil, o destaque é a possibilidade de uma ligação direta Sydney-São Paulo, citada como destino projetado para a frota ultralonga da Qantas. A rota, se confirmada, encurtaria em horas a travessia entre América do Sul e Oceania, hoje feita com escala na Austrália, Oriente Médio ou África do Sul. O anúncio formal da operação, porém, ainda não foi divulgado.

Combustível e calendário comercial seguem como pontos abertos

O custo do combustível continua decisivo para a viabilidade de rotas ultralongas. Com o petróleo cotado a US$ 97 o barril em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, a margem dessas operações depende da eficiência do A350-1000ULR e do preço do querosene de aviação no momento da entrada em serviço.

A próxima etapa é o avanço da campanha de testes, que deve incluir ensaios de longa duração antes da certificação. Três pontos seguem sem confirmação oficial: a data precisa do voo inaugural, o cronograma de entrega à Qantas e a estreia comercial das rotas do Project Sunrise. Enquanto a Airbus e a companhia australiana não publicarem comunicado próprio, esses dados permanecem como lacuna documentada da cobertura disponível.