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Brent chega a US$ 109,64 após declaração de Trump sobre acordo com China

Petróleo dispara 4% e atinge maior nível em dez dias após Trump anunciar compra chinesa de óleo dos EUA

Brent chega a US$ 109,64 após declaração de Trump sobre acordo com China

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Brent atinge US$ 109,64, maior nível em dez dias, após Trump anunciar compra chinesa de petróleo
  • China renova mais de 400 licenças de frigoríficos dos EUA, beneficiando empresas como Cargill e Tyson Foods
  • Encontro Trump-Xi não gera acordos concretos; mercado segue preocupado com tensões no Oriente Médio

O preço do petróleo disparou mais de 4% nesta sexta-feira (15), impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a China comprará óleo americano. O barril do Brent, referência global, atingiu US$ 109,64, o maior patamar em dez dias, segundo dados de mercado compilados por agências internacionais. O WTI, referência nos EUA, subiu 3,44%, para US$ 104,65.

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Contexto — Petróleo Dispara Atinge

A alta ocorreu após o encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Em declaração à imprensa, Trump afirmou que a reunião rendeu “muitas coisas boas”, conforme reportagem do jornal Valor Econômico. O líder americano disse que a China concordou em adquirir petróleo dos Estados Unidos, sem detalhar volumes ou prazos. O governo chinês, por meio do Ministério das Relações Exteriores, emitiu comunicado pedindo “uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região”, segundo texto publicado pelo G1 Economia.

Trump também afirmou que ele e Xi “concordam sobre a necessidade de manter o estreito aberto”, referindo-se ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do petróleo transportado por via marítima. Apesar do tom conciliador, investidores seguem preocupados com as tensões no Oriente Médio, especialmente após Trump declarar que está “perdendo a paciência com o Irã”, conforme noticiado pelo InfoMoney.

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Mercado e reação dos investidores

A falta de detalhes concretos sobre os acordos firmados entre as duas maiores economias do mundo limitou o otimismo. “O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz”, destacou reportagem do G1 Economia. O pico mais recente do Brent havia sido registrado em 5 de abril, quando a commodity chegou a US$ 114,44, ainda sob impacto de sanções ao Irã.

Paralelamente, a China renovou mais de 400 licenças de frigoríficos dos Estados Unidos que estavam vencidas, permitindo a retomada das exportações de carne bovina. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em dados do site da alfândega chinesa. As unidades afetadas representavam cerca de 65% das plantas registradas para exportar ao mercado chinês. Entre as empresas beneficiadas estão unidades da Cargill e da Tyson Foods. A renovação é considerada uma vitória para o setor de carne bovina dos EUA, que viu as exportações para a China caírem de US$ 1,7 bilhão em 2022 para cerca de US$ 500 milhões no ano passado, conforme dados da alfândega chinesa.

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Impacto geopolítico e análise

Analistas consultados pela Exame percebem um “EUA enfraquecido” na cúpula de Pequim, especialmente diante do monopólio chinês sobre terras raras, que dá ao país asiático vantagem nas negociações. Executivos americanos que acompanharam a comitiva presidencial, segundo o InfoMoney, “não têm muito a mostrar” até o momento, e alguns planejam permanecer na China para continuar as reuniões com autoridades.

A alta do petróleo reflete tanto a expectativa de novos fluxos de demanda chinesa quanto o prêmio de risco geopolítico. O encontro entre Trump e Xi não resultou em acordos formais sobre tarifas ou tecnologia, temas que seguem sem solução. Enquanto isso, a crise no Oriente Médio continua a pressionar as cadeias globais de suprimento de energia, e o mercado monitora qualquer sinal de escalada militar envolvendo Irã, Israel e Líbano.

A cotação do Brent encerrou a semana em alta de aproximadamente 4%, mas analistas alertam que a volatilidade deve persistir enquanto não houver clareza sobre os termos comerciais entre EUA e China e sobre a estabilidade na região do Golfo Pérsico.


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