Um homem de 28 anos foi morto a tiros pela Polícia Militar do Paraná na noite de sexta-feira (01) após espancar a companheira na frente dos filhos e avançar contra os agentes com uma faca. O caso ocorreu em Paiçandu, região de Maringá, e expõe o risco extremo a que mulheres e crianças estão expostas dentro de casa.
A vítima, que não teve a identidade revelada, foi agredida na presença dos filhos, conforme a corporação. Vizinhos acionaram a PM após ouvirem gritos de socorro vindos da residência.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram o agressor armado com uma faca. Ele desobedeceu às ordens de parada e partiu para cima da equipe, o que levou os militares a efetuarem os disparos.
Abordagem e morte do agressor
Dentro da casa, o suspeito foi localizado portando a arma branca, segundo a Polícia Militar do Paraná. Os agentes deram voz de abordagem, mas o homem não recuou.
“Ele desobedeceu às ordens de parada e avançou contra a equipe policial”, detalhou a PM em nota. Para conter a investida, os policiais atiraram.
O agressor foi atingido e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência mobilizou equipes do Samu, que constataram o óbito ainda no local.
Violência doméstica e risco às crianças
A mulher agredida foi encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde dela não foi divulgado, mas a Polícia Civil do Paraná confirmou que ela estava na residência com os filhos no momento do espancamento.
As crianças presenciaram toda a violência. “Elas serão ouvidas em depoimento especial, com acompanhamento psicológico”, afirmou o delegado responsável pelo caso.
A autoridade policial destacou que a situação evidencia a vulnerabilidade de mulheres e crianças em casos de agressão doméstica. A investigação também apurará se havia medidas protetivas anteriores contra o agressor.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar tanto a conduta dos militares quanto o histórico de violência doméstica. O boletim de ocorrência relata que os vizinhos ouviram gritos de socorro e chamaram a PM.
O delegado afirmou que as investigações vão analisar se houve excesso na ação dos policiais. “Vamos apurar todas as circunstâncias, inclusive se a vítima possuía medidas protetivas”, reforçou.
O caso reacende o debate sobre a resposta do Estado à violência contra a mulher. Em 2024, o Paraná registrou mais de 45 mil medidas protetivas concedidas, conforme o Tribunal de Justiça do estado, mas a efetividade da fiscalização ainda é questionada.
❓ Perguntas frequentes
O que aconteceu com o agressor que espancava a mulher em Paiçandu?
O homem de 28 anos foi baleado pela Polícia Militar após avançar contra os agentes com uma faca. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
As crianças que presenciaram a agressão vão receber algum apoio?
Sim. A Polícia Civil informou que as crianças serão ouvidas em depoimento especial e terão acompanhamento psicológico durante todo o processo de investigação.











