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Crime ocorreu na noite de quinta-feira (30); agressor foi preso e confessou. Estado registrou aumento recorde de casos em 2025.

Mulher é assassinada pelo ex-companheiro em Guarulhos; filha é baleada ao tentar intervir

Crime ocorreu na noite de quinta-feira (30); agressor foi preso e confessou. Estado registrou aumento recorde de casos em 2025.

· 5 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Sara de Lima, 44 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em Guarulhos.
  • A filha da vítima, de 23 anos, foi baleada ao tentar intervir e sobreviveu.
  • O agressor foi preso e confessou o feminicídio e a tentativa de homicídio.
  • São Paulo teve aumento de 45% nos feminicídios em 2025; capital bateu recorde de 53 casos.
  • Pedidos de medida protetiva em Guarulhos cresceram 1.325% em dois anos.

Uma mulher de 44 anos foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro dentro de casa em Guarulhos, na Grande São Paulo, na noite de quinta-feira (30). A filha da vítima, de 23 anos, foi baleada no abdômen ao tentar intervir e sobreviveu. O agressor fugiu, mas foi preso horas depois e confessou o crime, conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

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O caso é o mais recente de uma escalada de violência de gênero na região metropolitana. Dados do portal da SSP-SP indicam que o estado de São Paulo registrou aumento de 45% no número de vítimas de feminicídio em 2025, na comparação com o ano anterior. A capital paulista bateu recorde histórico de 53 casos no mesmo período.

A vítima foi identificada como Sara de Lima. O agressor, Anderson Pereira da Encarnação, também de 44 anos, já possuía histórico de violência doméstica, conforme informou a SSP-SP. A filha baleada foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Guarulhos, onde permanece internada.

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O crime e a ação policial

O crime ocorreu na residência da vítima, e vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem os disparos. Ao chegarem, os agentes encontraram Sara já sem vida. A jovem foi atingida ao tentar defender a mãe e sobreviveu ao ataque.

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A SSP-SP informou que a Polícia Civil representou pela prisão temporária do suspeito, apontando reincidência em violência doméstica e periculosidade. “A vítima tinha medida protetiva, mas isso não foi suficiente para impedir o desfecho trágico”, afirmou a delegada responsável pelo caso, em nota divulgada pela SSP-SP.

Anderson foi localizado na madrugada seguinte em Itaquaquecetuba e confessou o feminicídio e a tentativa de homicídio contra a enteada. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos, que investiga o histórico completo de agressões.

Escalada do feminicídio em São Paulo

O assassinato de Sara escancara uma crise que se agrava em todo o estado. Em fevereiro de 2026, o número de feminicídios em São Paulo foi 45% maior que no mesmo mês de 2025, segundo a SSP-SP. A cidade de São Paulo já havia atingido um recorde de 53 casos em todo o ano de 2025.

Guarulhos espelha essa tendência: os pedidos de medida protetiva via Delegacia Online cresceram 1.325% em dois anos, saltando de 40 para 570 solicitações, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo. O caso de Sara, mesmo com medida protetiva em vigor, evidencia a insuficiência dos mecanismos atuais de proteção.

A escalada pressiona autoridades por políticas públicas mais eficazes. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo mantém núcleos especializados na defesa da mulher, que atuam em medidas protetivas e ações de família, mas a demanda crescente desafia a capacidade de resposta do sistema.

Rede de apoio e canais de denúncia

Guarulhos dispõe de equipamentos públicos para acolhimento de vítimas. A Prefeitura mantém o Centro de Proteção à Mulher Guarulhense, serviço especializado que oferece atendimento psicossocial e orientação jurídica. O Tribunal de Justiça de São Paulo conta com varas específicas para julgar casos de violência doméstica na comarca.

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Denúncias podem ser registradas 24 horas pelo Ligue 180, central nacional que encaminha os relatos às autoridades locais. Também é possível procurar diretamente a Delegacia de Defesa da Mulher de Guarulhos, responsável por investigar crimes de gênero na cidade.

A Defensoria Pública atende de forma gratuita em unidades distribuídas pela região metropolitana. O crescimento exponencial das solicitações de proteção, porém, indica que muitas vítimas ainda encontram barreiras para romper o ciclo de violência antes que seja tarde.

Perguntas frequentes

O que aconteceu no caso de feminicídio em Guarulhos?

Sara de Lima, 44 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro dentro de casa na noite de 30 de abril de 2026. A filha dela, de 23 anos, foi baleada no abdômen ao tentar defender a mãe e sobreviveu. O agressor foi preso horas depois e confessou o crime.

Como denunciar violência doméstica em Guarulhos?

Denúncias podem ser feitas 24 horas pelo Ligue 180, central nacional que encaminha os relatos às autoridades locais. Também é possível procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos ou o Centro de Proteção à Mulher Guarulhense, que oferece atendimento psicossocial e jurídico.

Qual o aumento de feminicídios em São Paulo em 2025?

O estado de São Paulo registrou aumento de 45% no número de vítimas de feminicídio em 2025, em comparação com o ano anterior. A capital paulista bateu recorde histórico com 53 casos, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).

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