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Governo anuncia nova rodada de renegociação de dívidas com FGTS, mas edição anterior elevou endividamento líquido.

Brasil atinge 81,7 milhões de inadimplentes, recorde desde 2020, às vésperas do Desenrola 2.0

Governo anuncia nova rodada de renegociação de dívidas com FGTS, mas edição anterior elevou endividamento líquido.

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

📋 O que já sabemos

  • Brasil tem 81,7 milhões de inadimplentes, recorde desde 2020, segundo a CNDL.
  • Para cada real renegociado no Desenrola original, o endividamento líquido cresceu R$ 1,15.
  • Desenrola 2.0 permite uso do FGTS e descontos de até 90%, mas críticos apontam risco de novo ciclo.
  • Desde o fim da primeira edição, 9 milhões de brasileiros voltaram a se endividar.

Atualizado em tempo real pelo NEXUS A.I.

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O Brasil tem 81,7 milhões de inadimplentes, recorde desde 2020, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O número cresceu 9 milhões desde o fim do Desenrola original.

O governo Lula anuncia nesta segunda-feira (4) o Desenrola 2.0, que permite usar FGTS para pagar dívidas e oferece descontos de até 90%. Críticos, porém, alertam para o risco de repetir o ciclo de endividamento.

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Na edição anterior, para cada real renegociado, o saldo devedor dos consumidores cresceu R$ 1,15, conforme levantamento do Serasa Experian.

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Inadimplência recorde pressiona novo pacote

O Brasil registrou 81,7 milhões de inadimplentes em fevereiro de 2026, maior patamar desde 2020, segundo a CNDL. O número representa um aumento de 9 milhões de novos calotes desde o fim do Desenrola original.

O programa anterior, que renegociou R$ 50 bilhões em dívidas, não evitou que milhões de brasileiros voltassem a se endividar. A nova rodada será anunciada nesta segunda-feira (4) e permite o uso do FGTS para pagamento de dívidas, com descontos de até 90% para negociações à vista.

“É preciso atacar a causa, não o sintoma”, disse o presidente da CNDL, José César da Costa, em nota. Para a entidade, o foco deveria ser educação financeira e geração de emprego, não apenas renegociação de débitos.

FGTS como moeda de troca e descontos de até 90%

O Desenrola 2.0 trará como principal novidade a possibilidade de usar o saldo do FGTS para quitar dívidas. Segundo o Ministério da Fazenda, o programa também oferecerá descontos de até 90% para dívidas bancárias com mais de três meses de atraso.

A medida ocorre em meio ao recorde de inadimplência: dados do Serasa e da CNDL indicam que o Brasil ganhou 10,3 milhões de novos inadimplentes desde o fim da primeira edição do Desenrola, em 2024.

“O uso do FGTS para pagar dívidas pode dar um alívio imediato, mas não ataca a causa do superendividamento”, afirmou o economista José Roberto Afonso, do FGV Ibre. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o teto de renda e os tipos de dívida elegíveis.

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Lições do passado: cada real renegociado gerou R$ 1,15 em novo endividamento

O Desenrola original, lançado em 2023, renegociou R$ 53,2 bilhões em dívidas, segundo dados oficiais. No entanto, o efeito sobre o endividamento líquido foi negativo: para cada real renegociado, o saldo devedor dos consumidores cresceu R$ 1,15, conforme levantamento do Serasa Experian.

O programa reduziu temporariamente a inadimplência, mas não atacou as causas estruturais. Especialistas apontam que, sem educação financeira e critérios mais rígidos, o Desenrola 2.0 corre o risco de repetir o ciclo vicioso.

“A renegociação sem mudança de comportamento é um adiamento do problema”, afirmou o economista Ricardo Bergamini, da FGV. Dados do Serasa mostram que, desde o fim da edição anterior, o Brasil ganhou 9 milhões de novos inadimplentes.

Perguntas frequentes

O que é o Desenrola 2.0?

É um programa do governo federal que permite renegociar dívidas com descontos de até 90% e usar o saldo do FGTS para pagamento. Será anunciado em 4 de maio de 2026.

Como funciona o uso do FGTS no Desenrola 2.0?

O trabalhador poderá usar parte do saldo do FGTS para quitar dívidas bancárias com mais de três meses de atraso. O desconto pode chegar a 90% para pagamentos à vista.

Qual foi o resultado do Desenrola original?

O programa renegociou R$ 53,2 bilhões, mas para cada real renegociado o endividamento líquido cresceu R$ 1,15, segundo o Serasa. Desde seu fim, 9 milhões de pessoas voltaram a ficar inadimplentes.


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