📋 O que já sabemos
- ✓Brasil tem 81,7 milhões de inadimplentes, recorde desde 2020, segundo a CNDL.
- ✓Para cada real renegociado no Desenrola original, o endividamento líquido cresceu R$ 1,15.
- ✓Desenrola 2.0 permite uso do FGTS e descontos de até 90%, mas críticos apontam risco de novo ciclo.
- ✓Desde o fim da primeira edição, 9 milhões de brasileiros voltaram a se endividar.
Atualizado em tempo real pelo NEXUS A.I.
O Brasil tem 81,7 milhões de inadimplentes, recorde desde 2020, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O número cresceu 9 milhões desde o fim do Desenrola original.
O governo Lula anuncia nesta segunda-feira (4) o Desenrola 2.0, que permite usar FGTS para pagar dívidas e oferece descontos de até 90%. Críticos, porém, alertam para o risco de repetir o ciclo de endividamento.
Na edição anterior, para cada real renegociado, o saldo devedor dos consumidores cresceu R$ 1,15, conforme levantamento do Serasa Experian.
Inadimplência recorde pressiona novo pacote
O Brasil registrou 81,7 milhões de inadimplentes em fevereiro de 2026, maior patamar desde 2020, segundo a CNDL. O número representa um aumento de 9 milhões de novos calotes desde o fim do Desenrola original.
O programa anterior, que renegociou R$ 50 bilhões em dívidas, não evitou que milhões de brasileiros voltassem a se endividar. A nova rodada será anunciada nesta segunda-feira (4) e permite o uso do FGTS para pagamento de dívidas, com descontos de até 90% para negociações à vista.
“É preciso atacar a causa, não o sintoma”, disse o presidente da CNDL, José César da Costa, em nota. Para a entidade, o foco deveria ser educação financeira e geração de emprego, não apenas renegociação de débitos.
FGTS como moeda de troca e descontos de até 90%
O Desenrola 2.0 trará como principal novidade a possibilidade de usar o saldo do FGTS para quitar dívidas. Segundo o Ministério da Fazenda, o programa também oferecerá descontos de até 90% para dívidas bancárias com mais de três meses de atraso.
A medida ocorre em meio ao recorde de inadimplência: dados do Serasa e da CNDL indicam que o Brasil ganhou 10,3 milhões de novos inadimplentes desde o fim da primeira edição do Desenrola, em 2024.
“O uso do FGTS para pagar dívidas pode dar um alívio imediato, mas não ataca a causa do superendividamento”, afirmou o economista José Roberto Afonso, do FGV Ibre. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o teto de renda e os tipos de dívida elegíveis.
Lições do passado: cada real renegociado gerou R$ 1,15 em novo endividamento
O Desenrola original, lançado em 2023, renegociou R$ 53,2 bilhões em dívidas, segundo dados oficiais. No entanto, o efeito sobre o endividamento líquido foi negativo: para cada real renegociado, o saldo devedor dos consumidores cresceu R$ 1,15, conforme levantamento do Serasa Experian.
O programa reduziu temporariamente a inadimplência, mas não atacou as causas estruturais. Especialistas apontam que, sem educação financeira e critérios mais rígidos, o Desenrola 2.0 corre o risco de repetir o ciclo vicioso.
“A renegociação sem mudança de comportamento é um adiamento do problema”, afirmou o economista Ricardo Bergamini, da FGV. Dados do Serasa mostram que, desde o fim da edição anterior, o Brasil ganhou 9 milhões de novos inadimplentes.
❓ Perguntas frequentes
O que é o Desenrola 2.0?
É um programa do governo federal que permite renegociar dívidas com descontos de até 90% e usar o saldo do FGTS para pagamento. Será anunciado em 4 de maio de 2026.
Como funciona o uso do FGTS no Desenrola 2.0?
O trabalhador poderá usar parte do saldo do FGTS para quitar dívidas bancárias com mais de três meses de atraso. O desconto pode chegar a 90% para pagamentos à vista.
Qual foi o resultado do Desenrola original?
O programa renegociou R$ 53,2 bilhões, mas para cada real renegociado o endividamento líquido cresceu R$ 1,15, segundo o Serasa. Desde seu fim, 9 milhões de pessoas voltaram a ficar inadimplentes.











