A colisão que matou Bianca Adam de Moura Ferro Silva, 40 anos, na BR-280 engrossa uma estatística que desafia autoridades: a de mortes sem causa divulgada em um dos trechos mais perigosos de Santa Catarina. O acidente ocorreu às 18h de 29 de abril de 2026, no km 91/92, em Corupá, envolvendo dois carros e um caminhão. A vítima ficou presa às ferragens e morreu no local.
Moradora de Joinville, Bianca conduzia um dos veículos no momento da batida. O Corpo de Bombeiros socorreu duas sobreviventes — uma passageira de 27 anos e outra mulher de 42 —, encaminhadas ao hospital com ferimentos. O motorista do caminhão recusou atendimento médico.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que a dinâmica do acidente ainda não foi esclarecida. O Instituto Geral de Perícias (IGP) realizou os levantamentos no local, mas o laudo conclusivo não tem prazo para ser divulgado. Enquanto isso, a rodovia acumula vítimas.
Histórico de acidentes na Serra de Corupá
A BR-280 no trecho da serra é conhecida por curvas fechadas e tráfego intenso. Dados da PRF indicam que a rodovia está entre as federais com maior taxa de mortalidade em Santa Catarina. Em outubro de 2024, um caminhão saiu da pista e caiu em ribanceira, matando o motorista.
Meses depois, em novembro, uma colisão frontal mobilizou equipes de resgate e deixou sete feridos, conforme registros da PRF. A repetição dos acidentes expõe a falta de intervenções estruturais. Análises da Universidade Federal de Santa Catarina já apontavam o traçado sinuoso e a ausência de barreiras como fatores críticos para a segurança viária na região.
Apesar do histórico, a Prefeitura de Joinville não divulgou medidas concretas para o trecho. As causas dos acidentes permanecem sem esclarecimento oficial, e a comunidade local cobra respostas.
O que se sabe sobre a colisão que matou Bianca
Segundo a PRF, a perícia analisou a dinâmica do acidente, as condições da pista e os veículos envolvidos. O IGP informou que os trabalhos periciais incluem a reconstituição da batida, mas não há prazo para conclusão. Especialistas em segurança viária apontam que a combinação de pista simples, curvas acentuadas e excesso de velocidade é receita para colisões frontais fatais.
A BR-280, no trecho da Serra de Corupá, apresenta traçado sinuoso e falta de barreiras de segurança, fatores que potencializam a gravidade dos acidentes. A cobrança por respostas se intensifica diante da repetição de tragédias. Moradores da região relatam que a fiscalização é insuficiente e que a instalação de dispositivos de segurança, como defensas metálicas, poderia ter evitado a morte de Bianca.
A PRF afirmou que o laudo pericial será fundamental para determinar as circunstâncias do acidente e orientar possíveis recomendações de melhorias na via. Enquanto o documento não é divulgado, a família de Bianca e a comunidade de Joinville aguardam esclarecimentos sobre mais uma morte que poderia ter sido evitada.
❓ Perguntas frequentes
O que causou o acidente que matou Bianca Silva na BR-280?
A causa ainda não foi divulgada. A Polícia Rodoviária Federal e o Instituto Geral de Perícias realizaram levantamentos, mas o laudo conclusivo não tem prazo. Especialistas citam pista simples, curvas fechadas e possível excesso de velocidade como fatores comuns nesse trecho.
Quantos acidentes fatais já ocorreram na BR-280 em Corupá?
A PRF não divulgou um número consolidado, mas registros apontam ocorrências graves recentes: em outubro de 2024, um caminhoneiro morreu; em novembro, uma colisão frontal deixou sete feridos. A rodovia está entre as de maior mortalidade em SC.
Há previsão de melhorias na BR-280 para evitar novos acidentes?
Até o momento, a Prefeitura de Joinville não anunciou medidas concretas. A PRF informou que o laudo pericial poderá gerar recomendações, mas não há prazo. Moradores cobram instalação de barreiras de segurança e mais fiscalização.











