sábado, 18 de julho de 2026
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Investimento de R$ 870 milhões na fábrica de Araucária não reduz dependência externa crônica do Brasil.

Petrobras retoma produção de ureia no Paraná, mas Brasil segue dependente de fertilizantes

Investimento de R$ 870 milhões na fábrica de Araucária não reduz dependência externa crônica do Brasil.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

O que já sabemos

  • Produção da Ansa cobre apenas 8% da demanda nacional de ureia.
  • Brasil importou 45 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, recorde.
  • Plano Nacional de Fertilizantes 2050 mira reduzir importação para 50%.
  • Conflitos no Oriente Médio e Ucrânia agravam crise de abastecimento.

A Petrobras retomou a produção de ureia na fábrica de Araucária (PR) após seis anos parada, mas o volume gerado representa apenas 8% do consumo nacional. O investimento de R$ 870 milhões não altera a dependência externa do Brasil, que importa mais de 85% dos fertilizantes.

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O Brasil importou 45 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, recorde histórico, segundo dados oficiais. A crise global, agravada por conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, pressiona preços e ameaça o abastecimento do agronegócio.

O governo federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes 2050, com meta de reduzir a importação para 50% até 2050. No entanto, o ritmo atual de investimentos é insuficiente para garantir segurança alimentar diante de choques geopolíticos.

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Retomada da ureia: investimento bilionário, impacto limitado

A unidade Ansa, em Araucária, tem capacidade para 720 mil toneladas por ano. Esse volume cobre apenas 8% do consumo nacional de ureia, conforme a Petrobras. O discurso inicial de que atenderia 20% do mercado não se sustenta com os números atuais.

“A retomada da produção de ureia é um passo importante, mas ainda insuficiente para reduzir nossa vulnerabilidade”, declarou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em nota oficial. A estatal investiu R$ 870 milhões na reativação da fábrica.

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Enquanto isso, o Brasil segue exposto a oscilações de preço e risco de desabastecimento. O Plano Nacional de Fertilizantes 2050 prevê investimentos de longo prazo, mas a meta de reduzir a importação para 50% parece distante.

Crise global dos fertilizantes e dependência externa do Brasil

O Brasil importa entre 80% e 88% dos fertilizantes que consome, segundo o governo federal. Em 2025, o país bateu recorde, com 45 milhões de toneladas adquiridas no exterior, conforme dados oficiais.

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Conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia elevam os preços dos fertilizantes e pressionam o agronegócio. A guerra entre Irã e Israel, por exemplo, ameaça o fluxo de potássio e fosfato, insumos essenciais.

“O Brasil depende de importações de mais de 80% dos fertilizantes utilizados na agricultura”, afirmou o Ministério da Agricultura, citando o Plano Nacional de Fertilizantes 2050. O plano estabelece meta de reduzir a dependência externa para 50% até 2050, com investimentos em novas plantas e parcerias internacionais.

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Impacto da retomada para o agronegócio brasileiro

A retomada da produção de ureia pela Petrobras representa um alívio pontual, mas não altera o quadro de dependência externa. Segundo dados do Cepea, a unidade tem capacidade para produzir 475 mil toneladas por ano, o que cobre apenas 8% da demanda nacional de ureia.

O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, e o contexto geopolítico torna essa vulnerabilidade ainda mais arriscada. Especialistas do Cepea apontam que, para reduzir o déficit estrutural, seriam necessários investimentos em novas plantas e inovação tecnológica.

“A reabertura da Ansa é positiva, mas o Brasil precisa de um programa robusto para não ficar refém das importações”, afirmou analista do Cepea, em nota. Sem novas fábricas, o país continuará exposto a choques externos de preço e abastecimento.

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Fontes consultadas


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