terça-feira, 28 de julho de 2026
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Economia

Investimento direto de US$ 9,07 bi supera déficit externo em junho

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Entrada superou os US$ 7,97 bilhões registrados em maio, segundo o Banco Central.
  • Na comparação anual, o fluxo ficou quase três vezes acima dos US$ 3,10 bilhões de junho de 2025.
  • Déficit em transações correntes foi de US$ 2,3 bilhões no mês, abaixo do volume de capital recebido.
  • Banco Central define o indicador como fluxo ligado a controle ou influência de não residentes.
  • Resultado mensal não basta para indicar tendência duradoura de atração de capital produtivo.

O investimento direto no Brasil somou US$ 9,07 bilhões em junho de 2026, informou o Banco Central nesta terça-feira (28), acima de maio e de junho de 2025.

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O dado ajuda a medir se o país atrai capital de longo prazo em volume suficiente para financiar seu déficit externo. Em junho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 2,3 bilhões.

Na definição do Banco Central, o Investimento Direto no País registra fluxos financeiros de passivos emitidos por residentes brasileiros para credores não residentes, quando há relação de controle ou forte influência entre os agentes.

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Entrada sobe de US$ 7,97 bilhões para US$ 9,07 bilhões

O IDP de junho avançou sobre os US$ 7,97 bilhões de maio de 2026. A comparação anual mostra diferença maior: em junho de 2025, o ingresso havia sido de US$ 3,10 bilhões.

A linha do tempo do setor externo mostra três referências. Em 30 de junho de 2025, o IDP foi de US$ 3,10 bilhões e o déficit em transações correntes somou US$ 5,20 bilhões. Em 31 de maio de 2026, o IDP ficou em US$ 7,97 bilhões. Em 30 de junho de 2026, subiu a US$ 9,07 bilhões, com déficit corrente de US$ 2,30 bilhões.

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A sequência indica que o fluxo de junho financiou com folga o déficit externo mensal. O dado, isoladamente, não permite concluir uma tendência permanente de atração de capital produtivo.

Contas externas recebem entrada maior que o déficit mensal

O efeito prático está nas contas externas. O país registrou US$ 9,07 bilhões em investimento direto no mês, enquanto as transações correntes tiveram déficit de US$ 2,30 bilhões.

A balança comercial registrou superávit de US$ 8,8 bilhões em junho de 2026, com exportações de US$ 36,4 bilhões e importações de US$ 27,6 bilhões. Na comparação com junho de 2025, as altas foram de 24,8% e 15,3%, respectivamente.

A conta de serviços teve déficit de US$ 5,1 bilhões em junho de 2026, enquanto o déficit da renda primária permaneceu estável em US$ 6,5 bilhões.

As reservas internacionais ficaram em US$ 367,60 bilhões em junho de 2026, após queda mensal de US$ 3,60 bilhões. A redução foi influenciada por variação cambial e vendas de dólares pelo Banco Central.

Déficit em 12 meses fica em US$ 61,4 bilhões

Embora a entrada de investimento direto tenha superado o déficit corrente de junho, o resultado acumulado em 12 meses até junho de 2026 ficou negativo em US$ 61,4 bilhões, equivalente a 2,46% do PIB.



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