terça-feira, 28 de julho de 2026
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Economia

IPCA-15 sobe 0,06% em julho; taxa em 12 meses supera teto da meta

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Resultado foi o menor para julho desde 2023, segundo o IBGE.
  • Dado ficou abaixo da mediana de 0,21% apurada pelo Valor Data.
  • Queda nos alimentos ajudou a segurar a prévia da inflação no mês.
  • Energia elétrica teve o maior impacto de alta no indicador.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,06% em julho no Brasil, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). É a menor taxa para o mês desde 2023.

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O resultado marca uma desaceleração da prévia da inflação, após a alta de 0,41% em junho, mas não elimina a pressão no acumulado: em 12 meses, o índice chega a 4,52%, acima do teto de 4,50% da meta de 2026.

O resultado também ficou abaixo da mediana de 0,21% das 24 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras, que variavam de 0,17% a 0,28%.

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Segundo o IBGE, a desaceleração teve contribuição da queda dos preços do grupo Alimentos e Bebidas. Em contrapartida, Habitação exerceu pressão de alta, influenciada pelo reajuste nas tarifas de energia elétrica, que registrou o maior impacto de alta.

Acumulado supera o teto da meta por 0,02 ponto percentual

A perda de força aparece na comparação entre junho e julho de 2026. Em 25 de junho, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,41%; nesta terça-feira (28), o IBGE divulgou variação de 0,06% para julho.

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O número mensal é baixo, mas o acumulado em 12 meses segue em 4,52%. A meta de inflação de 2026 é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo e teto de 4,50%, conforme os parâmetros usados pelo Banco Central do Brasil para orientar a política monetária.

O IPCA-15 funciona como a principal prévia da inflação oficial do país e oferece uma leitura antecipada do comportamento do custo de vida.

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Alimentos aliviam o índice, e energia limita a desaceleração

No orçamento das famílias, os movimentos foram opostos. A queda de Alimentos e Bebidas ajudou a segurar a variação mensal, enquanto a energia elétrica atuou no sentido contrário e impediu uma desaceleração maior do índice.

O resultado de 0,06% significa alta menor do que a de junho, de 0,41%, e menor do que a mediana de 0,21% esperada pelo mercado. Ainda assim, o acumulado de 4,52% em 12 meses fica 0,02 ponto percentual acima do teto da meta de 4,50%.

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A diferença entre o dado observado e a mediana projetada reforça a leitura de inflação mais fraca no mês. Na condução da política monetária, porém, a taxa acumulada segue relevante porque o regime de metas acompanha o comportamento da inflação ao longo do tempo, não apenas uma variação mensal isolada.

Alívio mensal não elimina pressão sobre os juros

O IPCA-15 de julho entra na avaliação de política monetária do Banco Central do Brasil com dois sinais: desaceleração mensal e acumulado ainda acima do teto da meta.

Nos próximos meses, o comportamento de Alimentos e Bebidas e o impacto das tarifas de energia elétrica indicarão se o alívio mensal ganha força. Por enquanto, a alta de 0,06% reduz a pressão de curto prazo, mas os 4,52% acumulados em 12 meses mantêm a inflação acima do limite de 4,50%.


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