Nesta terça-feira (28), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tenta recuperar cerca de R$ 31 milhões de um total de R$ 40 milhões aplicados pela antiga gestão em um fundo sob suspeita de fraude.
Pelos valores informados, a quantia pendente corresponde a 77,5% da aplicação. O caso envolve recursos de uma entidade profissional fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e a tentativa de recuperação ocorre após a morte do gestor responsável pelo fundo.
Para dimensionar o valor, os R$ 31 milhões equivalem a aproximadamente 0,85% do orçamento municipal de Piracicaba projetado para 2026, de R$ 3,62 bilhões. O aporte inicial de R$ 40 milhões corresponde a 1,10% do mesmo orçamento.
O processo tramita no TCU, que avalia a aplicação de sanções aos antigos gestores do conselho. Como o julgamento ainda está em andamento, não há condenação definitiva.
A decisão do tribunal poderá definir a responsabilidade dos antigos administradores. Em outra frente, o CFO busca recuperar o dinheiro por medidas judiciais e administrativas.
Operação Tiradentes levou ao afastamento do então presidente do CFO
Em 24 de março de 2021, o Tribunal de Contas da União determinou cautelarmente o afastamento temporário de Ailton Diogo Morilhas Rodrigues, então presidente do Conselho Federal de Odontologia.
Em 2021, o TCU afirmou que apurava, com apoio da Polícia Federal, suspeitas de irregularidades na administração do conselho. A medida cautelar não equivale a uma condenação definitiva, mas marcou a intervenção do tribunal na gestão da entidade.
No mesmo dia, em 24 de março de 2021, a Operação Tiradentes foi deflagrada em ação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União para investigar suspeitas de desvios de recursos no CFO.
O processo de controle externo também alcançou o investimento de R$ 40 milhões feito pela antiga gestão. Nesta terça-feira (28), a questão financeira central é a tentativa de recuperar cerca de R$ 31 milhões ainda pendentes.
A cobrança ocorre após a morte do gestor do fundo. A suspeita de fraude permanece sob análise no processo, que ainda não definiu responsabilidades individuais.
CFO atua em duas frentes para recuperar os recursos
O Conselho Federal de Odontologia atua nas frentes judicial e administrativa para tentar recuperar cerca de R$ 31 milhões. Paralelamente, o processo no Tribunal de Contas da União avalia a conduta dos antigos gestores e pode definir responsabilizações no âmbito do controle externo.
Enquanto o TCU define as possíveis sanções, o CFO mantém a tentativa de ressarcimento dos R$ 31 milhões, quantia equivalente a 77,5% do aporte inicial de R$ 40 milhões.












