O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping conversaram por telefone no domingo (26) e concordaram em acelerar as tratativas para um acordo comercial entre China e Mercosul. O diálogo não resultou no anúncio de um pacto fechado.
A conversa de 26 de julho de 2026 tratou do início das negociações. Esse entendimento político ainda não equivale à assinatura, à conclusão técnica ou à entrada em vigor de um acordo comercial.
A China permanece como o principal parceiro comercial do Brasil e ocupa papel central nas exportações brasileiras de commodities agrícolas e minerais. Por isso, os termos de uma eventual abertura comercial podem afetar exportadores e segmentos da indústria expostos à concorrência de produtos chineses.
Avanço depende de consenso no Mercosul
Qualquer pacto entre China e Mercosul envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de Pequim. Não foram apresentados cronograma formal, metas de redução tarifária nem anuência expressa dos demais integrantes do bloco para acelerar a negociação.
Em junho de 2026, Lula tinha participação prevista na 68ª Cúpula do Mercosul, no Paraguai. A agenda regional antecedeu o telefonema com Xi, mas não representa adesão automática dos outros governos a eventuais termos comerciais negociados com a China.
Tarifas e regras continuam inalteradas
Nesta etapa, o telefonema sinaliza prioridade política, mas não altera tarifas nem regras aduaneiras para empresas. Qualquer efeito sobre preços, exportações, importações e arrecadação dependerá do alcance do acordo e das condições negociadas.
Para avançar, a iniciativa ainda precisará de uma agenda negociadora e da definição de participantes, escopo e calendário. Enquanto esses termos não forem formalizados, empresas e setores produtivos continuam submetidos às regras comerciais em vigor.












