A Argentina sofrerá um desconto de quase R$ 1 milhão em sua premiação de vice-campeã da Copa do Mundo de 2026, informou a imprensa nesta segunda-feira (20). O valor é referente a multas por cartões amarelos e vermelhos acumulados pela equipe ao longo do torneio, incluindo a final contra a Espanha, disputada no domingo (19).
O total das penalidades chega a US$ 180 mil (cerca de R$ 920 mil), segundo levantamento da imprensa. A quantia será descontada dos US$ 33 milhões (R$ 168 milhões) que a Fifa destina à seleção vice-campeã.
De acordo com o regulamento disciplinar da Fifa, cada cartão amarelo custa US$ 10 mil (aproximadamente R$ 51 mil). A expulsão por dois amarelos na mesma partida eleva a multa para US$ 25 mil (R$ 127 mil). Além disso, se uma equipe recebe cinco ou mais cartões amarelos em um único jogo, há uma penalidade extra de US$ 15 mil (R$ 76 mil).
Na decisão contra a Espanha, o volante Enzo Fernández foi expulso e o meia Leandro Paredes levou cartão amarelo, conforme noticiado pela imprensa. Esses cartões contribuíram para o montante final, mas a Federação Argentina de Futebol (AFA) e a Fifa não divulgaram a discriminação exata de infrações por jogador.
Histórico de indisciplina
A relação da Argentina com cartões é antiga. Em 1966, a expulsão do ídolo do Boca Juniors Antonio Rattín inspirou a criação dos cartões amarelo e vermelho, como lembrou o PIRANOT em julho. Agora, 60 anos depois, a seleção volta a pagar caro pela indisciplina.
Durante a campanha no Mundial, a equipe também se envolveu em polêmica com o Reino Unido por exibir uma faixa alusiva às Ilhas Malvinas antes da semifinal contra a Inglaterra, o que gerou pedido de investigação à Fifa. O estilo de jogo físico e os protestos constantes renderam à Argentina uma das campanhas mais punidas da competição.
Para efeito de comparação, o valor de R$ 1 milhão equivale a 0,03% do orçamento municipal de Piracicaba (SP) para 2026, estimado em R$ 3,62 bilhões.
Desconto e próximos passos
A Fifa desconta automaticamente as multas disciplinares do repasse às federações após o torneio. A AFA ainda não se manifestou sobre a possibilidade de recorrer da punição financeira. O regulamento da entidade não prevê mecanismo de apelação para esse tipo de sanção.
A ausência de detalhamento oficial sobre a quantidade exata de cartões por atleta deixa em aberto o peso individual de cada infração. A reportagem questionou a Fifa e a AFA, mas não obteve resposta até a publicação.











