terça-feira, 21 de julho de 2026
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Mundo

Cofundador do Cartel de Sinaloa, ‘El Mayo’ Zambada é condenado à prisão perpétua nos EUA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O juiz Brian Cogan também impôs multa de 15 bilhões de dólares ao narcotraficante
  • Antes da sentença, Zambada pediu o fim da violência no México
  • Capturado em julho de 2024 no Texas, ele estava foragido havia décadas
  • Ele admitiu em 2025 ter comandado o envio de milhões de quilos de cocaína aos EUA

Ismael ‘El Mayo’ Zambada, cofundador do Cartel de Sinaloa, foi condenado à prisão perpétua nesta segunda-feira (20) pela Justiça dos Estados Unidos, em Nova York. A sentença foi proferida pelo juiz federal Brian Cogan no tribunal do Brooklyn e representa o desfecho de uma das mais longas carreiras do narcotráfico internacional.

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Zambada, de 76 anos, admitiu em agosto de 2025 ter comandado o envio de milhões de quilos de cocaína aos EUA ao longo de décadas, conforme o acordo de culpa que evitou um julgamento prolongado. A confissão incluiu crimes de conspiração para tráfico de drogas e participação em organização criminosa, segundo registros do caso.

A captura de Zambada, em julho de 2024, no Texas, após um voo secreto, encerrou uma trajetória de décadas sem prisões. Ele era o último dos fundadores históricos do cartel ainda em liberdade. Seu sócio, Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, cumpre prisão perpétua nos EUA desde 2019, também sentenciado no mesmo tribunal do Brooklyn.

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Ascensão e queda do último fundador

Zambada integrou o Cartel de Sinaloa desde sua formação, nos anos 1990, e assumiu o controle após a captura de El Chapo. Diferentemente do sócio, que protagonizou fugas espetaculares, El Mayo operou por décadas sem ser localizado, consolidando uma rede de tráfico que abasteceu o mercado americano com toneladas de cocaína, heroína e metanfetamina.

A sentença desta segunda-feira foi lida no mesmo tribunal que condenou El Chapo, reforçando a pressão das autoridades americanas sobre a cúpula do narcotráfico mexicano. O juiz Brian Cogan, que também presidiu o caso de Guzmán, aplicou a pena máxima após o acordo de culpa, detalhado em documentos judiciais.

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Apesar da condenação, o Departamento de Justiça dos EUA não divulgou imediatamente a íntegra da sentença nem os termos de eventual cooperação de Zambada com as investigações. O governo mexicano também não se manifestou até a publicação desta reportagem.

O vácuo no comando do cartel

Com os dois fundadores presos, o Cartel de Sinaloa enfrenta um cenário de fragmentação. Especialistas em segurança apontam que a organização pode se dividir em facções menores, aumentando a violência em regiões do México. As autoridades americanas, no entanto, não detalharam se a sentença de Zambada incluiu informações sobre a estrutura atual do grupo.

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Também permanece em aberto o local onde o traficante cumprirá a pena. A Corte Distrital dos EUA não informou a unidade prisional designada, e as condições de segurança não foram reveladas. A ausência desses detalhes alimenta dúvidas sobre o nível de isolamento que será imposto a um dos criminosos mais perigosos do mundo.

A condenação de El Mayo Zambada encerra um ciclo de quatro décadas de impunidade, mas não elimina o poder do Cartel de Sinaloa. A próxima etapa será acompanhar a reação do governo mexicano e os desdobramentos nas rotas internacionais de drogas.

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