O chefe da equipe Citroën na Fórmula E, Cyril Blais, morreu de forma repentina, conforme comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Monaco Sports Group (MSG), Citroën Racing, Stellantis Motorsport, Fórmula E e Federação Internacional do Automóvel (FIA).
A nota oficial não revelou a causa da morte nem a idade exata de Blais, atendendo a pedidos de privacidade da família. Veículos de imprensa divergem: enquanto o site Terra noticiou 44 anos, o Correio Braziliense e o portal português Sapo apontam 46 anos.
A morte ocorre a poucos dias do E-Prix de Tóquio, penúltima etapa da temporada, e deixa a equipe sem seu principal líder técnico às vésperas de uma corrida decisiva. A Fórmula E, que conta com o brasileiro Felipe Drugovich na Andretti — renovado até 2027, como mostrou o PIRANOT —, perde um de seus principais líderes técnicos.
Trajetória na Citroën e na Fórmula E
Blais iniciou a carreira na Fórmula E como engenheiro de corrida na Venturi, onde trabalhou com Lucas di Grassi, e acompanhou a transição da equipe para a Maserati. Sua rápida ascensão o levou a chefe de engenharia, subdiretor e, finalmente, team principal, cargo que manteve após a transformação da equipe em Citroën Racing.
Sob sua liderança, a Citroën conquistou a primeira vitória na Fórmula E, resultado que consolidou a equipe no grid. Embora não fosse piloto, Blais era responsável por definir estratégias de corrida, coordenar engenheiros e mecânicos e liderar o desenvolvimento técnico do carro elétrico.
Próximos passos e lacunas
A Citroën Racing ainda não anunciou quem assumirá o comando da equipe interinamente. A FIA e a Fórmula E devem prestar homenagens durante o E-Prix de Tóquio, mas detalhes não foram divulgados.
A causa da morte permanece sob sigilo, e a família pediu que não houvesse especulação. O comunicado conjunto reforçou que não serão fornecidas mais informações em respeito à privacidade dos familiares.











