sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Automóveis e Veículos

Movida mais que dobra lucro no 2º trimestre, para R$ 135,6 milhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Receita de locação de veículos atingiu R$ 2,55 bilhões, o maior valor já registrado pela companhia.
  • O Ebitda consolidado avançou 22,3% na comparação anual, somando R$ 1,68 bilhão.
  • A venda de seminovos gerou R$ 1,5 bilhão, mas com margem Ebitda de apenas 1%.
  • O lucro superou em 15% as estimativas do mercado e a projeção da própria empresa.

A Movida encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 135,6 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes. O resultado, divulgado pela companhia em prévia operacional não auditada nesta quinta-feira (16), é o maior lucro trimestral da empresa em quatro anos; o último desempenho acima desse patamar havia ocorrido no segundo trimestre de 2022.

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O número também ficou acima da própria faixa indicada pela Movida, que esperava lucro entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões, e superou em 15% o consenso de mercado. A melhora vem de uma combinação clara: a locação de veículos ganhou força, enquanto a venda de seminovos ainda pesa nas margens, mas não impediu a expansão do resultado.

Aluguel de carros puxa o resultado

A receita bruta total chegou a R$ 4 bilhões no trimestre, alta de 3,2% em relação ao segundo trimestre de 2025. O braço de locação, que reúne aluguel de carros e gestão de frotas, alcançou R$ 2,55 bilhões, um recorde para a companhia. Foi essa frente que sustentou a virada do lucro em um ambiente ainda marcado por juros elevados e custo financeiro pesado para empresas intensivas em capital.

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O Ebitda consolidado somou R$ 1,68 bilhão, avanço de 22,3% na comparação anual, enquanto o Ebit atingiu R$ 1,01 bilhão. Na prática, a Movida conseguiu transformar mais receita de locação em resultado operacional, sinal de recomposição de tarifas, maior uso da frota e melhor diluição de custos.

Seminovos ainda limitam a recuperação

O ponto fraco segue no segmento de seminovos. A receita dessa divisão foi de R$ 1,5 bilhão, com venda de 19,4 mil veículos, mas a margem Ebitda ficou em apenas 1%. O dado mostra que a recuperação não é homogênea: a empresa avança no aluguel, mas ainda convive com margens estreitas na renovação da frota.

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Esse desequilíbrio é importante porque locadoras dependem da revenda dos carros para fechar o ciclo de rentabilidade. Depois da pandemia, o setor passou por forte oscilação nos preços de veículos, aumento da depreciação e encarecimento da dívida. Para a Movida, controlada pela Simpar, a melhora do lucro reduz a pressão sobre uma operação acompanhada de perto pelo mercado de capitais.

Prévia reposiciona a empresa antes do balanço final

Os números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes no balanço consolidado. Mesmo assim, a prévia já muda o tom da leitura sobre a companhia: a Movida volta a apresentar lucro trimestral acima do patamar recente, sustentada por locação recorde, enquanto seminovos permanecem como o principal ponto de atenção para a continuidade da recuperação.


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