quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Economia

PT atribui tarifaço dos EUA a Flávio e Eduardo Bolsonaro e lança ofensiva ‘TariFlávio’

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor em 22 de julho.
  • O Palácio do Planalto prometeu reciprocidade comercial e acionará a Organização Mundial do Comércio.
  • A campanha de Lula orientou a militância a usar o slogan TariFlávio e a chamar os irmãos Bolsonaro de traidores da pátria.
  • Pesquisa Quaest indica que 51% concordam com a postura de Lula no embate tarifário.
  • A disputa comercial transformou-se em munição antecipada para a campanha presidencial de 2026.

O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), atribuiu nesta quinta-feira (16) a imposição de tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros à atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A acusação foi acompanhada pelo lançamento da campanha “TariFlávio” pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que orienta a militância a tratar os irmãos como “traidores da pátria”.

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A ofensiva ocorre no momento em que o governo americano confirmou que a sobretaxa entra em vigor em 22 de julho, e o Planalto promete reciprocidade comercial e ação na Organização Mundial do Comércio (OMC). A disputa transformou uma barreira alfandegária externa em combustível antecipado da campanha presidencial de 2026.

Em nota, Uczai classificou a medida como “mais um ataque ao Brasil, promovido pelo governo Trump e articulado por Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro”. O parlamentar defendeu a adoção da Lei da Reciprocidade e afirmou que o governo Lula “não aceitará passivamente” a decisão americana.

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Horas depois, a campanha de Lula divulgou orientação interna para que a militância relacione as tarifas à família Bolsonaro. “Com o anúncio de novas tarifas de 25% do governo Trump sobre o Brasil, nossa missão é clara: espalhar a verdade! Vamos mostrar a origem desse ataque à nossa soberania: a família Bolsonaro e seus aliados”, diz o texto distribuído no canal Porta-Voz, conforme revelou o Valor Econômico.

O PT já havia transformado o tema em ativo digital em junho, quando surgiu o meme “TariFlávio”, conforme noticiou o PIRANOT. Agora, a legenda eleva o tom e incorpora a narrativa de “traição” à comunicação oficial da pré-campanha.

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Pesquisa mostra divisão, mas maioria concorda com Lula

Levantamento do instituto Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira indica que 51% dos entrevistados concordam com a posição do presidente Lula no embate político sobre as tarifas, enquanto 30% alinham-se a Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 10 e 13 de julho, antes de Washington confirmar a sobretaxa, e ouviu 2.000 pessoas em todo o país.

O resultado revela que a estratégia petista encontra terreno fértil, mas também expõe uma fatia significativa do eleitorado que responsabiliza o atual governo pela crise comercial. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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Aliados de Flávio reagem: ‘A culpa é do Lula’

Parlamentares do PL e aliados do senador reagiram em coro à ofensiva petista. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que “a culpa é do Lula, que isolou o Brasil no mundo”. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, tenta se descolar da decisão americana desde junho, quando enviou carta ao senador Marco Rubio pedindo que os EUA não taxassem produtos brasileiros.

A correspondência, revelada pelo PIRANOT em junho, é usada pelo PT como prova de que o senador teria atuado nos bastidores para prejudicar o Brasil. No entanto, não há documentos públicos que comprovem influência direta de Flávio Bolsonaro sobre a decisão da Casa Branca.

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Próximos passos

As tarifas de 25% sobre produtos brasileiros entram em vigor em 22 de julho. O governo brasileiro ainda não detalhou as medidas de reciprocidade prometidas, mas o Itamaraty informou que acionará a OMC. A ausência de uma resposta concreta alimenta o debate eleitoral, enquanto a campanha de Lula intensifica a narrativa de que a oposição age contra os interesses nacionais.


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