quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Economia

Ibram pede a Durigan que mineração fique fora do Imposto Seletivo

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O pedido foi apresentado em reunião no Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (16).
  • Pablo Cesário, presidente do Ibram, afirmou que a taxação de minerais não tem paralelo em outros países mineradores.
  • O setor responde por cerca de 5% do PIB industrial e gera superávits expressivos na balança comercial.
  • A entidade alega que a mineração já é fortemente tributada e o IS representaria bitributação sobre a renda do subsolo.
  • O Imposto Seletivo foi criado pela Emenda Constitucional 132 para desestimular o consumo de itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Pablo Cesário, pediu nesta quinta-feira (16) ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que a mineração não seja incluída no Imposto Seletivo (IS) da reforma tributária. A solicitação foi apresentada em reunião no ministério, segundo informou o Ibram.

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O pleito ocorre em um momento em que o governo finaliza o projeto de regulamentação do tributo, que incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A eventual inclusão da mineração elevaria os custos do setor, responsável por cerca de 5% do PIB industrial brasileiro e por superávits expressivos na balança comercial.

Cesário argumentou que a taxação de minerais não encontra paralelo em outros países mineradores e que a medida comprometeria a competitividade das exportações brasileiras. “A inclusão do setor entre as atividades sujeitas ao tributo foi um erro”, afirmou o executivo, conforme relato do Ibram. A entidade sustenta que a mineração já é fortemente tributada e que o IS representaria bitributação sobre a renda extraída do subsolo.

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Tributação em debate

O Imposto Seletivo foi criado pela Emenda Constitucional 132, de 2023, com a finalidade de desestimular o consumo de itens nocivos. A lei complementar que definirá os setores alcançados ainda está em elaboração no Ministério da Fazenda. A mineração aparece nas discussões preliminares, mas o texto final não foi divulgado.

Pela proposta em análise, a alíquota do IS sobre minerais poderia variar de 0% a 0,25%, conforme antecipou o PiraNOT em julho. O percentual, embora pareça modesto, incide sobre o faturamento bruto e, segundo o setor, retiraria margens já apertadas em um cenário de preços internacionais voláteis.

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A pressão do Ibram se intensificou após o governo adiar, no início do mês, a instalação do comitê interministerial de minerais críticos, que deveria coordenar políticas para o segmento. Na ocasião, a equipe econômica sinalizou que aguardava um marco legal a ser votado no Congresso, como mostrou o PiraNOT.

Impacto e próximos passos

A exclusão da mineração do IS teria impacto fiscal ainda não estimado oficialmente. O Ministério da Fazenda não se manifestou sobre o pedido do Ibram até a publicação desta reportagem. Técnicos da pasta avaliam que a arrecadação potencial do tributo sobre minerais é relevante, mas não há números públicos que detalhem a projeção.

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Estados mineradores, como Minas Gerais e Pará, acompanham a discussão com atenção. A mineração responde por fatia significativa da arrecadação de ICMS e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Qualquer novo encargo federal, argumentam governadores, poderia reduzir a competitividade das empresas locais e afetar repasses.

O Ibram espera que o governo acolha o pleito antes do envio do projeto de lei complementar ao Congresso, previsto para as próximas semanas. Até lá, a entidade pretende reforçar o diálogo com parlamentares e com a equipe econômica. A decisão final caberá ao Palácio do Planalto, que ainda não sinalizou se aceitará retirar a mineração do rol de setores tributados pelo IS.

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