quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Economia

Uber fecha acordo para comprar Delivery Hero por €12,6 bilhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A oferta em dinheiro é de 41,50 euros por ação, um prêmio de 8,7% sobre o fechamento anterior.
  • A operação une Uber Eats, foodpanda e outras marcas, com projeção de US$ 236 bilhões em pedidos em 2025.
  • O negócio ainda depende de aprovação antitruste e pode gerar reflexos indiretos no iFood brasileiro.
  • A aquisição visa fortalecer a Uber na disputa global com a DoorDash, sobretudo na Europa e na Ásia.

A Uber fechou acordo para adquirir a alemã Delivery Hero por 12,61 bilhões de euros (US$ 14,45 bilhões), criando a maior plataforma de delivery do mundo, com operações em 99 países. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) e ainda depende de aprovação de órgãos antitruste.

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A oferta é de 41,50 euros por ação em dinheiro, segundo comunicado da Uber. A empresa já detinha 36% do capital da Delivery Hero e agora comprará o restante. As ações da companhia alemã fecharam a 38,18 euros na véspera, um prêmio de 8,7% sobre o preço de mercado.

O valor total da transação, incluindo dívidas, chega a 12,61 bilhões de euros. A operação une marcas como Uber Eats, foodpanda, Talabat, Baemin e HungerStation, e deve movimentar um volume bruto de pedidos de US$ 236 bilhões em 2025, segundo dados das empresas.

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Consolidação global e disputa com a DoorDash

A aquisição é o desfecho de uma aproximação que começou em 2024, quando a Uber investiu US$ 300 milhões em novas ações da Delivery Hero. Em maio de 2026, a empresa apresentou uma proposta indicativa de 33 euros por ação, elevada agora para 41,50 euros. O movimento visa fortalecer a posição da Uber diante da rival DoorDash, especialmente na Europa e na Ásia.

A Delivery Hero não opera diretamente no Brasil, mas controla a Prosus, acionista controladora do iFood. A transação pode, portanto, gerar reflexos indiretos na dinâmica de investimentos no mercado brasileiro de delivery, embora os impactos concretos ainda não estejam claros.

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A operação ocorre em um momento de intenso escrutínio regulatório sobre grandes aquisições de tecnologia. Em julho, o PIRANOT mostrou que a China barrou a Meta de comprar a startup Manus, abrindo caminho para a Tencent (leia mais). Agora, a Uber enfrentará o crivo dos órgãos antitruste europeus, que podem impor condições ou até rejeitar o negócio.

Próximos passos e incertezas regulatórias

O acordo ainda precisa ser aprovado pelas autoridades de defesa da concorrência na União Europeia e em outros mercados. Analistas apontam o risco de exigência de venda de ativos para evitar concentração excessiva. A Uber não divulgou um cronograma para a conclusão da operação.

Enquanto isso, a empresa americana reforça sua estratégia de diversificação além do transporte de passageiros, apostando no delivery como motor de crescimento. A integração das plataformas, se aprovada, deve ocorrer gradualmente, sem prazo definido.


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