quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Esporte

Vasco formaliza venda de 90% da SAF a Lamacchia com R$ 500 mi para o futebol

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O acordo foi formalizado por meio de edital de alienação judicial da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
  • O aporte obrigatório de R$ 500 milhões no futebol integra o valor de compra, mas o edital não detalha o cronograma.
  • O pacote total de investimentos chega a R$ 3 bilhões, incluindo aportes futuros além da aquisição inicial.
  • O Vasco está em recuperação judicial, o que exigiu a venda supervisionada pela Justiça.

O Vasco formalizou o acordo para vender 90% de sua SAF ao empresário Marcos Lamacchia, em uma operação que prevê R$ 650 milhões pelas ações e um aporte obrigatório de R$ 500 milhões no futebol. O negócio aparece em edital de alienação judicial e faz parte da tentativa do clube de reorganizar a estrutura societária da empresa.

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A transação é apresentada como um pacote de investimentos de R$ 3 bilhões. Esse valor não significa, porém, que todo o montante entrará de imediato no caixa do futebol: a operação combina compra de participação, aporte obrigatório e compromissos de investimento distribuídos ao longo da reestruturação da SAF.

O ponto mais concreto do acordo é a obrigação de destinar R$ 500 milhões ao futebol. É esse dinheiro que tende a ter impacto direto sobre elenco, planejamento esportivo e capacidade de investimento do Vasco. O edital, por outro lado, não detalha o cronograma de desembolso desses recursos, o que mantém aberta a principal dúvida prática para o torcedor: quando o clube poderá usar o dinheiro.

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Venda tenta destravar a SAF depois de meses de crise

A ida à Justiça ocorre em meio à crise da SAF vascaína e à busca por um novo controlador para a companhia. O clube tenta reorganizar a empresa após o desgaste do modelo anterior e depois de um período em que a instabilidade societária atingiu também o mercado da bola. Em junho, a crise na SAF travou acordos do Vasco com Franclim Carvalho e Nelson Deossa.

Lamacchia chega à negociação por meio da Almirante Participações. O empresário é ligado ao grupo da Cimed e tem relação familiar com Leila Pereira, presidente do Palmeiras, fator que aumentou a atenção do mercado sobre a operação. A venda de 90% da SAF, se concluída, redesenha o comando do futebol vascaíno e recoloca o clube entre os casos mais relevantes do modelo de clube-empresa no país.

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Pacote bilionário encontra novo cenário de controle financeiro

O acordo também nasce em um ambiente mais rigoroso para as SAFs. A CBF colocou em vigor neste ano regras de fair play financeiro, criadas para acompanhar endividamento, compromissos assumidos e sustentabilidade dos clubes. No caso do Vasco, a dimensão do pacote — R$ 3 bilhões em investimentos totais — deve tornar a operação um teste importante para a convivência entre grandes aportes privados e novas exigências de equilíbrio financeiro.

A publicação do edital não encerra a venda. O negócio ainda depende do rito judicial, incluindo prazo para manifestações de interessados e homologação. Até lá, o Vasco passa a ter um acordo formalizado, um comprador definido para 90% da SAF e uma obrigação central no papel: direcionar R$ 500 milhões ao futebol.


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