quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Economia

Brent vai a US$ 85,26 com tensão EUA-Irã e pressiona combustíveis

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • EUA e Irã trocam ataques militares no Golfo Pérsico, com mísseis atingindo bases no Bahrein e no Kuwait.
  • Guarda Revolucionária iraniana ameaça bloquear a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
  • Trump avalia ampliar operações militares, elevando o risco de interrupção prolongada no fornecimento global.
  • Histórico de tensões no estreito já levou o Brent a US$ 94 em junho, com forte volatilidade nos mercados.
  • Petrobras e mercado financeiro monitoram risco de repasse aos combustíveis e inflação no Brasil.

O petróleo Brent subiu a US$ 85,26 nesta quinta-feira (16), em meio à escalada militar entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico. A alta recoloca o Estreito de Ormuz no centro das preocupações do mercado de energia e aumenta a pressão sobre combustíveis e inflação no Brasil.

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Ormuz é uma das passagens mais sensíveis do comércio global de energia: cerca de 20% do petróleo mundial cruza a rota. Qualquer ameaça ao trânsito de navios na região costuma elevar rapidamente o prêmio de risco embutido no preço do barril, porque investidores passam a considerar a possibilidade de interrupção no fornecimento.

A tensão ganhou força depois que o Irã anunciou, na quarta-feira (15), a morte de sete militares em um bombardeio dos EUA. A troca de ataques manteve o mercado em alerta e reforçou o temor de que o conflito avance sobre rotas de exportação de petróleo no Oriente Médio.

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Por que Ormuz pesa no preço do barril

O avanço do Brent para US$ 85,26 ocorre após semanas de forte oscilação. Em 11 de junho, a cotação chegou a US$ 94 com o aumento da tensão no Estreito de Ormuz. No começo de julho, o cenário se inverteu: o barril recuou a US$ 72,35 em 1º de julho, com sinais de alívio nas negociações entre EUA e Irã, e voltou a rondar US$ 70 nos dias seguintes.

A trégua, porém, durou pouco. Na segunda-feira (14), o Brent já havia subido 1,72%, a US$ 84,73, depois que Donald Trump recuou de uma taxa sobre a passagem por Ormuz. A nova alta desta quinta mostra que o mercado segue precificando risco geopolítico, não apenas oferta e demanda.

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Brasil sente pressão em combustíveis e inflação

Para o consumidor brasileiro, o ponto central é o efeito do barril sobre gasolina e diesel. O Brasil importa parte dos derivados que consome, o que torna o mercado interno sensível a movimentos do petróleo no exterior. Quando o Brent sobe de forma persistente, cresce a pressão por reajustes nas refinarias e por repasses ao preço final nas bombas.

O impacto não se limita ao posto. Diesel mais caro encarece frete, transporte de mercadorias e cadeias de distribuição; gasolina mais alta pesa diretamente no orçamento das famílias. Por isso, uma alta prolongada do petróleo tende a alimentar expectativas de inflação, especialmente se vier acompanhada de pressão cambial.

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A Petrobras fica no centro desse cálculo. A empresa não acompanha automaticamente cada variação diária do Brent, mas movimentos consistentes do petróleo aumentam a cobrança do mercado sobre a defasagem dos preços domésticos em relação às referências internacionais.

Volatilidade já atingiu Bolsa e dólar

A instabilidade no Oriente Médio já havia contaminado ativos brasileiros nas últimas semanas. Em maio, em um dia marcado pela tensão entre EUA e Irã, o Ibovespa recuou 0,88% e o dólar fechou a R$ 5,02. Em 15 de junho, uma queda de mais de 5% do petróleo também pressionou ações da Petrobras e levou o Ibovespa a baixa de 0,42%.

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O próximo teste para o mercado será a duração da tensão no Golfo Pérsico. Se o fluxo por Ormuz continuar sob ameaça, o Brent tende a seguir volátil, com reflexos sobre Petrobras, combustíveis e expectativas de inflação no Brasil.


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