O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), Paulo Silvio, foi denunciado por quatro árbitras por crimes sexuais e se afastou do cargo nesta terça-feira (14).
As denúncias, que incluem importunação sexual e tentativa de estupro, foram registradas na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza, conforme divulgou a imprensa. Três das vítimas solicitaram medidas protetivas contra o dirigente, que comandava a arbitragem cearense há nove anos.
A FCF informou que Paulo Silvio pediu licença de 30 dias e que o vice-presidente da comissão, Almeida Filho, assumirá interinamente, como noticiou a imprensa. A entidade também abriu uma sindicância interna para apurar as acusações.
Denúncias e crise na arbitragem
As árbitras se reuniram com a diretoria jurídica da FCF em 10 de julho, quatro dias antes de formalizarem a denúncia à polícia. Na ocasião, relataram os episódios e cobraram providências da federação.
O caso veio à tona em meio a críticas de dirigentes de clubes cearenses à gestão de Paulo Silvio. Nos últimos meses, representantes de equipes locais questionaram publicamente a atuação da comissão de arbitragem.
A denúncia se insere em um debate nacional sobre assédio no esporte. Em junho, a CBF enviou uma queixa à Fifa e pediu o afastamento de um árbitro que anulou gol de Vini Jr., conforme mostrou o PIRANOT.
Investigação e próximos passos
A Polícia Civil do Ceará investiga o caso. Até o momento, não há informações sobre o depoimento do acusado. A defesa de Paulo Silvio não se manifestou publicamente.
Nesta quarta-feira (15), a defesa das árbitras divulgou nota criticando a conduta da FCF. O texto afirma que a federação “não adotou medidas efetivas de proteção” às vítimas após a reunião de 10 de julho.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não se pronunciou sobre o caso. A licença de Paulo Silvio vale por 30 dias, mas a expectativa é que ele não retorne ao cargo. Um novo presidente deve ser nomeado ao fim do período.











